domingo, 8 de agosto de 2010

G-12, Encontros e tecnicas de lavagem celebral

Uma das caracteristicas mais comuns das seitas é o proselitismo, ou seja, estão sempre à espreita de uma nova vítima, e para conseguir seus “convertidos” elas precisam trabalhar duro para modificar pensamentos e atitudes em um curto espaço de tempo – geralmente um dia ou um fim de semana. O que apresentamos neste artigo são algumas das técnicas mais comuns usadas pelos manipuladores de mente:

Isolamento

O primeiro indicador que mostra que estão utilizando técnicas de conversão é o isolamento. As reuniões ou cursos de capacitação geralmente ocorrem em um lugar onde os participantes estão isolados do mundo exterior, podendo ser a reclusão em uma casa, um sítio ou fazenda, onde os participantes devem permanecer todo o tempo, tendo acesso apenas ao banheiro, e ainda assim este acesso é bastante restrito.

Horário maçante

O segundo fator que denuncia a utilização de técnicas de conversão é uma carga horária maçante, que produz cansaço físico e mental. Durante essa fase a pessoa, vencida pelo cansaço, passa a assimilar tudo o que lhe é a´presentado sem questionar, pois perde a capacidade de discernir.

Insegurança

O terceiro indicador é a insegurança. Poderiamos escrever várias linhas sobre as técnicas utilizadas para aumentar a tensão e gerar incerteza. Enfatiza-se muito a culpa, e os participantes são incitados a relatar seus mais intimos acontecimentos e todos são forçados a revelar os segredos da sua vida privada. Um dos seminários de auto-ajuda de mais exito força os participantes a subir em um palco diante de um auditório enquanto são atacados verbalmente pelos mentores. Ora, uma pesquisa realizada há anos atrás revela que a situação mais constrangedora para a maioria das pessoas é falar diante de um auditório. Agora, imagine a tensão que essa situação causa na pobre vítima dos manipuladores de mente! Alguns chegam a desmaiar e outros buscam fugir mentalmente da situação, entando em um tipo de transe hipinótico, o que os torna ainda mais sugestionáveis.

Introdução de novas “gírias”

Outro fato que indica a utilização de técnicas de conversão é a introdução de “gírias” que possuem sentido apenas para os “iniciados”. Utiliza-se esta forma de linguagem durante todo o tempo, e quase não há espaço para descontração ou gracejo, pelo menos até que os participantes tenham se “convertido”. Depois dessa fase, exagera-se no bom humor e os risos surgem como símbolo da nova felicidade que os participantes supostamente encontraram.

As reuniões das seitas são ambientes ideais para observar aquilo que tecnicamente conhecemos como “síndrome de Estocolmo”. Esta é uma situação em que as pessoas que são intimidadas ou humilhadas, passam a sentir admiração e as vezes até desejar sexualmente os seus controladores.

Aqueles que pensam que são capazes de assistir um “treinamento” desse tipo sem ser afetados devem rever seus conceitos. Um exemplo disso é a história de uma mulher que foi até o Haití junto com um grupo de estudantes para examinar o culto local desde uma perspectiva antropológica. Ela escreve em seu relatório que a música a conduziu a alguns movimentos corporais involuntários e a um estado alterado de consciência. Ainda que ela entendia o procedimento e acreditava estar acima daquelas crenças bárbaras, ela começou a sentir-se vulnerável a música. Ela diz que tentou resistir, mas após algum tempo não suportou mais e acabou “baixando à guarda”. O enfado assegurou a “conversão” e quando ela se deu conta já estava dançando em transe em meio à reunião.

Diante desse quadro é possivel entender porque algumas pessoas “renascidas” e aparentemente esclarecidas, que já aceitaram a Cristo e que são membros de igrejas sérias há anos, após participarem de uma reunião misteriosa em um lugar isolado, após muita “ministração”, havendo cumprido uma rotina fadigante durante 3 dias, ainda que tenham ido apenas como críticos, curiosos ou expectadores, regressam de lá dizendo: “nunca na vida haviam tido uma experiência tão fascinante!”; “há anos eu pensava que estava servindo a Deus, mas só agora eu pude conhecer a verdade”. E quando você pergunta o que foi que ocasionou tal muda

sábado, 7 de agosto de 2010

A “nova unção” do patriarca Terra Nova

Recentemente foram postados várias notícias sobre a ”unção de patriarca”, concedida ao Apóstolo Rene Terra Nova pelo seu ministério em Manaus. Também faço parte de um ministério apostólico, e creio que tenho uma responsabilidade com a minha igreja, assim como com o movimento apostólico, de expressar minha opinião quanto ao ocorrido. Não concordo com esta unção, não acredito nela, e vejo que ela trará mais confusão sobre o mover apostólico em todo o Brasil. Uma vez que está se resgatando conceitos e valores que hoje já não dizem nada para o cristianismo e para Cristo. Há algum tempo atrás um amigo me falou sobre o conceito do patriarcado que estava se levantando na América Central, inclusive observando o princípio do casamento poligâmico, principalmente em igrejas de cunho messiânico ou de práticas judaizantes.
Diante disso, sei que muitos se valerão do chavão evangélico: ”Não toque no ungido de Deus”. A frase ”Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15) tem sido usada e abusada fora de seu contexto para os mais variados fins. Maus obreiros e falsos profetas se valem dela para ameaçar seus críticos; e até líderes evangélicos mal-orientados usam-na para defender certos ”ungidos”. Outros ainda a empregam para reforçar a idéia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas. Será?
Quando examinamos o contexto da frase acima, vemos que ela está longe de ser uma regra geral. Quando Paulo andou na terra, havia muitos ”ungidos” ou que aparentavam ter a unção de Deus (2 Co 11.1-15; Tt 1.1-16). E Paulo jamais se impressionou com a aparência deles (Cl 2.18,23). Por isso, afirmou: ”E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gl 2.6).
Aparência, popularidade, eloquência, títulos, status, anos de ministério… Nada disso denota que alguém esteja sob a unção de Deus e que está imune à contestação a luz da Palavra de Deus.
Muitos enganadores, ao serem questionados quanto às suas pregações e práticas antibíblicas, têm citado a frase em análise, além do episódio em que Davi não quis tocar no ”desviado” rei Saul, que fora ungido pelo Senhor (1 Sm 24.1-6). Mas a atitude de Davi não denota que ele tenha aprovado as más obras daquele monarca.
Se alguém, à semelhança de Saul, foi um dia ungido por Deus, não cabe a nós matá-lo espiritualmente ou condená-lo ao Inferno. Entretanto, isso não significa que devamos silenciar ou concordar com todos os seus desvios do evangelho (Fp 1.16; Tt 1.10,11).
O próprio Jônatas reconheceu que seu pai turbara a terra; e, por essa razão, descumpriu, acertadamente, as suas ordens (1 Sm 14.24-29). O texto de Salmos 105.15 em nenhum sentido proíbe o juízo de valor, até porque o sentido de ”toqueis” e ”maltrateis” é exclusivamente quanto ao dano físico.
Infelizmente, muitos líderes, pregadores, cantores e crentes em geral, considerando-se ungidos ou profetas, escondem-se atrás do bordão em análise e cometem todo tipo de heresia, egocentrismo ou mesmo pecado. Devem recorrer a outro texto de máxima importância que diz: ”Não ultrapasseis o que está escrito” (1 Co 4.6). Caso queiram aplicar a si mesmos a primeira frase, que cumpram antes a segunda. Patriarcado está longe de ser uma unção, mas apenas uma invenção como forma de promover um ”nível” mais elevado de domínio. é necessário que a Igreja Evangélica deixe para trás as coisas de meninos, e se preocupem com as coisas de Deus. A Ele toda a Glória.