sábado, 15 de dezembro de 2012

IDOLATRIA CRISTÃ

Há muito tempo, tenho observado que muitos de nós cristãos, oriundos do antigo segmento do Cristianismo denominado Catolicismo Romano, acreditam que deixaram de ser idólatras porque se desfizeram e destruíram, jogaram fora, as imagens de fundição, os artífices em gesso, madeira ou pedra, que trouxesse a imagem daquilo que é deste universo visível, qual seja, figuras de animais irracionais, do céu, da terra e do mar, bem como a figura de um ser humano que existiu entre nós, para se “adorar”. Isto se deve ao fato, de que no AT, o conceito que se estabeleceu por raciocínio lógico seria este: Êxodo 20:3-5 3 - Não terás outros deuses diante de mim. 4 - Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 - Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. Alguns de nós, nascidos em lares não oriundos do Catolicismo Romano, se jactam em dizer que não são idólatras, porque não trazem em seus cultos ou ambientes familiares, aquilo que se convencionou chamar de “ídolo ou deuses”, estabelecendo assim uma profunda barreira de relacionamento entre estes dois segmentos do Cristianismo. E esta barreira tem sido, até os dias de hoje, um forte poder de julgamento para condenar os descendentes do Cristianismo romano ao lago de fogo e enxofre. Pois bem, isto posto, o que vamos ministrar aqui, é como e por quê, alguém se torna idólatra, e fazermos uma verificação, se de fato existe alguma diferença entre estes dois segmentos do Cristianismo no quesito idolatria. Vamos para uma porção do texto de Paulo A Igreja em Corinto, uma cidade com aproximadamente doze templos pagãos: I Coríntios 8:1-7 1 - ORA, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica. 2 - E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. 3 - Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele. 4 - Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. 5 - Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), 6 - Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. 7 - Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada. Paulo havia acabado de fazer um discurso acerca do casamento, e todos nós, após nos casarmos, nossas preocupações são mais visíveis acerca da provisão e da proteção. Em seguida ele introduz o assunto dos ídolos, e dos sacrifícios aos ídolos, e ele diz: “... No tocante a este assunto, todos temos ciência (conhecimento), porém o conhecimento, o saber (ciência) incha, ou seja, não produzirá nada em nós se ela não exercer em nosso entendimento e ações uma transformação. É como se ele estivesse dizendo: Vocês tem conhecimento de que isto existe e é praticado por muitos, mas e vocês, sabem discernir espiritualmente o que de fato leva um ser humano se tornar um idólatra? E ele conclui esta parte dizendo, que o conhecimento (ciência) incha, mas o amor edifica. Este é o ponto que difere o idólatra daquele que de fato não é! Amor! Quando Deus estabeleceu as Leis para Moisés, elas trariam para o povo de Israel o que significa Amar. Através das Leis, o povo receberia um pedagôgo, um professor para lhes ensinar a amar a Deus e aprenderem, por meio das Leis, e a amarem entre si. Porém, o que a Lei gerou dentro deles não foi amor, mas um ritual, um cerimonial de obrigações pesadíssimas para serem observadas e cumpridas, sob pena de maldições e castigos, que iam de penas leves de trabalho ou restituições, até a execução do transgressor conforme o mandamento transgredido. Vamos então para a exposição de Paulo, nos fazendo entender como nasce um idólatra: I Coríntios 10:1-7 1 - ORA, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. 2 - E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, 3 - E todos comeram de uma mesma comida espiritual, 4 - E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. 5 - Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto. 6 - E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. 7 - Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar. Seguindo o raciocínio de Paulo, ele nos informa o caminho para que a idolatria se instale. Ouça que ele começa por um fenômeno da natureza (nuvem) que ia adiante do povo, como algo para conduzi-los pelo caminho durante o dia, e também se transformava em uma coluna de fogo para iluminar e os proteger nas noites geladas do deserto. Disse que além de “guiá-los”, Deus também os alimentou com pão (maná) e água que saía da pedra pederneira (uma pedra -ferro- com a qual se pode atritar e fazer surgir faísca). Disse também que ao saírem do Egito, todos foram sepultados (batizados), ou seja, fez de um modo figurado, que o povo se esquecesse do todo seu passado, cultural, social e político, pois ao passarem pelo Mar Vermelho, todo entendimento acerca de se edificar uma cidade ou uma nação iria mudar radicalmente. Então surgem os versículos 5 e 6: 5 - Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto. 6 - E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. O processo para que a idolatria se instale em nossos corações começa e se fundamenta em cobiça! Ninguém é idólatra sem primeiro estabelecer uma cobiça! A cobiça é o motor de força para todo idolatra caminhar na existência. Ao tirarmos do coração a cobiça, automaticamente extingue-se a idolatria, pois uma só existe em função da outra. Assim, é possível termos pessoas que tenham alguma imagem de ídolos em sua casas e não serem idólatras em seus corações, bem como não possuírem nenhuma destas imagens e ser um idólatra obsessivo. O elemento que define estes dois estados é a presença ou não de cobiça! Êxodo 32:1-7 1 - MAS vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. 2 - E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. 3 - Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão. 4 - E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. 5 - E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR. 6 - E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar. 7 - Então disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido. Para o povo de Israel, Moisés era o “guia”, Moisés era o meio para alcançar a provisão, Moisés era o homem que os defendia e os protegia de outras nações, e ainda que Moisés nunca tivesse feito algo que desse a entender isto ao povo, até no tempo em que Jesus se manifestou em carne, tudo o que povo dizia e falava acerca do passado era fundamento em “Moisés”. Mas quando no deserto, desapareceu da vista do povo, esta figura humana, que mediava ”proteção e provisão” entre o povo e a divindade, o que se instalou? Cobiça! Eles sabiam que a “proteção e a provisão” de fato, não estava em Moisés, mas o viam como um mediador” que era fundamental para a sobrevivência deles. Assim que a cobiça se instalou o que eles pedem? “faze-nos deuses, que vão adiante de nós”. Em nenhum momento eles perceberam que quem os estava mediando o tempo todo era Cristo e não Moisés. Moisés era apenas uma figura arquetípica, mas eles o viam como um que pudesse de fato fazer a mediação perfeita entre homens e as “divindades”. O que decorreu disto foi materializar o que já havia sido instalado no coração, qual seja, a idolatria. Porém a revelação que Paulo nos traz é mais chocante do que temos falado até o presente momento. Paulo nos informa que apenas “alguns” deles se fizeram idólatras. Apesar de dançarem todos perante o ídolo, apesar de festejam todos perante Deus (O Senhor) com seus novos “mediadores”, nem em todos havia se instalado a idolatria, e a razão é simples. Em muitos corações não havia cobiça, e, portanto, a idolatria não se instalou. Ouçam o Paulo nos escreve a seguir: I Coríntios 10:12-14 12 - Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. 13 - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 14 - Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Amado, é muito mais sutil o processo de instalação da idolatria em nossos corações do que você possa imaginar. É mais fácil acreditarmos que idólatras são aqueles que ainda fazem de seus ídolos (imagens de esculturas) visíveis e palpáveis, seus mediadores entre eles e Deus, do que nós, achando estarmos em pé, não sucumbirmos em nossos corações em idolatrias das mais perversas. Paulo diz: “Não veio sobre vós tentação, senão humana”. A tentação da cobiça em nós é a mais comum, a mais humana e frequente em todo tempo em que vivemos. Somos cobiçosos por natureza, mas a cobiça não pode tomar o lugar do amor que de Deus foi derramado sobre nós. Ela não pode exceder o cuidado que Deus tem com nossas vidas. Ela não pode se tornar superior aquilo que seja necessário à vida, do contrário, faremos de Jesus um ídolo, e de Deus uma “divindade” pronta para a satisfação das nossas cobiças, e nosso estado atual se tornará pior do que o anterior. Irmão, quantas coisas nós temos cobiçado, e estas cobiças, tem se tornado motivo de sacrifícios (jejuns) e orações diante de Deus. Coisas que na verdade, a exemplo do povo de Israel no deserto, nenhuma necessidade tem, mas porque cobiçamos as coisas alheias (dos Egípcios), pedimos ao “ídolo jesus” que interceda por nós diante do deus pagão (mamom). Quem será que está nos atendendo em nossas cobiças? (Leia 1 cor. 10:20). Toda oração de cobiça é respondida por demônios! Já afirmei, temos necessidades à vida, e já temos sido atendidos pelo amor de Deus nestas necessidades. Mas o que acontece muitas vezes? Temos um carro, mas vimos um irmão com um modelo mais “bonito” ou mais “moderno” e cobiçamos a beleza e a modernidade daquele carro para nossa vidas. Temos uma casa, temos uma esposa, temos um trabalho, temos um salário, temos um celular, temos... temos... e nada tem nos faltado, mas nossas cobiças não dão conta de serem atendidas, e por isso nos tornamos idólatras! Aquele que cuida estar em pé, vigie, domine sobre a sua cobiça, domine sobre o teu pecado. O que for necessário a sua vida, o Senhor lhe proverá, na hora dEle, do jeito dEle, na medida dEle porque ele nos ama. Aprenda a ser suprido no amor de Deus que nos edifica, e não a morrer na cobiça que nos faz tornar idólatras insaciáveis! É muito sutil, vigie! Que o Senhor tenha misericórdia de nós! Fonte: Blog: http://o-evangelho-vive.blogminister.com

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Semeando Honra?

Gostaria de fazer alguns comentários sobre uma doutrina apócrifa que vem ganhando bastante força no meio cristão ultimamente, especialmente na região norte do país, região onde me encontro. Trata-se dos princípios (ou leis) da semeadura e da honra. Em respeito, não aos falsificadores do Evangelho, mas aos seus discípulos cegos, tentarei ser o mais impessoal possível em minha curta abordagem sobre o tema. Ambos os princípios caminham juntos e possuem várias ramificações, porém dão destaque especial a questões de ordem financeira, geralmente (mas não somente) interligados ao que chamam de “primícias”. Meus comentários serão direcionados a estes pontos. Resumidamente, afirmam que: Através da semeadura você se conecta com o futuro; O Senhor criou esse princípio para estabelecer a fidelidade e a fé; Criou a oferta para estabelecer o princípio da honra. E estabeleceu a primícia como princípio de santidade. Segundo afirma um de seus maiores defensores, os dízimos e ofertas são dados a Deus, para obtenção de prosperidade, mas as primícias são dadas ao líder espiritual (sacerdote) para estabelecer o princípio da honra. Através das primícias o discípulo honra o seu líder e ganha o respeito de Deus, uma vez que estão deixando o “sacerdote” liberado para cuidar das coisas de Deus, sem se preocupar com coisas “elementares”, como seu sustento e o de sua família. O resultado disso? Enriquecimento dos líderes e uma busca desenfreada de se tornar líder também e ter o direito de ser honrado com “primícias”. Uma das bases para essa doutrina encontra-se em Ezequiel 44:30: “E as primícias de todos os primeiros frutos de tudo, e toda a oblação de tudo, de todas as vossas oblações, serão dos sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote, para que faça repousar a bênção sobre a tua casa.” Bem, considerando o caráter antitípico (Hb 10:1) do Antigo Testamento, onde os sacerdotes eram figuras de Cristo, temos hoje um único sacerdote no sentido original do termo, que é Jesus (Hb 5:6; Hb 7; Hb 8). Desta forma, se há alguém ainda digno de receber as primícias do homem, este se chama Jesus. Entretanto a aliança definitiva que Deus fez com o homem está baseada em promessas superiores (Hb 8:6), assim como devemos entregar-lhes coisas superiores, e não apenas algum percentual de renda, mas a vida inteira (Mt 19:21; Lc 14:26: Hb 9:14). Por isso Paulo afirma: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1 Pd 2:9) Tudo em nós pertence a Ele, pois somos sua propriedade exclusiva. Ora, em última instância, segundo o mesmo texto de 1 Pedro 2:9, hoje somos todos sacerdotes e, sem tentar apelar para falácias, não há qualquer menção bíblica que indique haver entrega de primícias de um sacerdote a outro. A verdade é que Jesus modificou as relações humanas referente à vida religiosa nos moldes do antigo testamento quando afirmou: “Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos. E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo. Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo. Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado”. (Mt 23:8-12) E continua: “Jesus, pois, chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”. (Mt 20:26-28) E ainda: “Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem! porque assim faziam os seus pais aos falsos profetas”. (Lc 6:26) Desta forma, somos todos sacerdotes e irmãos, nosso Mestre, nosso Guia e nosso Senhor é um só, Jesus Cristo, somente Ele é digno de ser honrado, não apenas com primícias, mas com tudo o que temos e somos eternamente. Estas doutrinas são totalmente alheias ao Evangelho de Cristo, são aberrações que possuem o claro objetivo de sacralizar a prosperidade e justificar o enriquecimento às custas do serviço cristão, como se “viver do Evangelho” significasse ganhar dinheiro por meio dele. Quando o Novo testamento fala da prosperidade financeira num sentido proveitoso ele lhe atribui a seguinte perspectiva: “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade”. (Ef 4:28) Ou seja, a prosperidade financeira deve servir na vida cristã para que possamos socorrer o necessitado e ela vem mediante o trabalho. É trabalhando que Deus nos abençoa com prosperidade. A única coisa que conseguimos entregando primícias para nossos líderes é enriquecê-los, e com isso perpetuamos algo condenado por Cristo, que é a cobiça. “Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (1Tm 6:10) Ver também Lucas 12:15. Espero sinceramente que este curto artigo sirva para nos fazer refletir um pouco sobre o tipo de vida cristã que estamos vivendo e se ela está de fato em concordância com o que a Palavra de Deus nos ensina e adverte. E que o amor de Deus nos leve a buscar conhecimento doutrinário exclusivamente em Sua Palavra e que assim aprendamos que espiritual mesmo é amar… FONTE:http://www.nadacontraaverdade.com.br/2011/09/semeando-honra/

sábado, 3 de novembro de 2012

Para que Cristo afinal?

- Bem, não sei se foi sonho, visão, ou se foi fruto de minha imaginação. Mas que eu vi, vi. Vi um membro da igreja “O Céu Aqui e Agora” com uma Bíblia em suas mãos. Notei que o Livro Sagrado que ele carregava, tinha volume muito reduzido. Chegando mais para perto dele, pude observar que a sua Bíblia não continha o Novo Testamento. Fiquei muito curioso, e resolvi abordar o portador do referido livro: ─ Moço! Sua bíblia está faltando a parte principal. A parte que fala da história de Cristo. Fiquei pasmo e estático com o sermão que ele me pregou como resposta, o qual, passo a relatar aqui na íntegra: ● Se em minha igreja, através de sacrifícios, eu me relaciono diretamente com Deus ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho o “Manto Sagrado da Prosperidade” para tocar, e tal qual uma vara de condão, adquirir tudo de “bom” que existe na terra, além de transformar o meu saldo bancário de devedor em credor ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho comigo o exército dos “Trezentos e dezoito”, que pelejam por mim ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a “Escada do Sucesso” para escalar e alcançar os píncaros da prosperidade financeira ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho o “cajado de Moisés” para me fazer atravessar os “mares vermelhos” da vida ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a “água do Rio Jordão” para curar sarnas, lepras, psoríases e outras dermatoses de origem demoníaca ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho o “Óleo do Jardim das Oliveiras” para curar as minhas cefaléias e depressões ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a “Rosa Ungida” para me trazer a paz de espírito ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a água do “Mar da Galiléia” para usar como colírio, a fim de tirar a concupiscência dos olhos ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho semanalmente a “Sessão do Descarrego”, que me limpa de todo o pecado ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho, com uma simples contribuição monetária - o direito de participar da “Fogueira Santa de Israel” e receber instantaneamente tudo que almejar ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a qualquer hora, quem tire os meus “encostos” que atrapalham a minha vida familiar ─, para que Cristo afinal? => Depois de expor o seu rosário de práticas, evidenciando a desnecessidade de recorrer a Cristo, o moço desapareceu subitamente de minha visão. Fiquei então a matutar com os meus botões. => Foi a partir desse encontro emblemático, que eu pude entender a razão pela qual, na visão daquele jovem, tudo tinha que ser pago: “é que ele realmente não conhecia ainda as ‘Boas Novas’ do Evangelho, onde tudo é de graça, por graça e pela graça”. Levi Bronzeado Fonte: Ensaios e Prosas Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Interessante como tem gente achando bonita a atitude de um pregador que cheirou a Bíblia como se fosse cocaína. O autor dessa façanha está sendo considerado uma grande celebridade gospel, alguém que tem a coragem de quebrar paradigmas! Que maravilha! Creio que o próximo "ato exemplar" do tal pregador (pregador?) será o de cortar uma Bíblia em várias partes e "fumar" cada pedacinho em um cachimbo, como se fossem pedras de crack. Meu Deus, o teu povo perece por falta de conhecimento! Alguém argumentará: "Isso é ótimo, pois atrai a juventude perdida, afundada nas drogas". Pois é... Esse é o problema. Apresentamos um "evangelho pop", um "evangelho louco", um "evangelho extravagante", à juventude do mundo. E formaremos "cristãos pop", "evangélicos loucos", "adoradores extravagantes". Devemos, então, agir como os religiosos dos tempos em que o Mestre andou na terra? Em razão de eles apresentarem uma mensagem falsa, porém atraente, tornavam os perdidos duplamente réus do Inferno. Ora, temos de pregar a verdade como ela é e apresentar Jesus como Ele é. O Senhor, que não obriga ninguém a segui-lo, afirmou: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9.23). A porta para a salvação em Cristo é estreita, e o seu caminho não é largo (Mt 7.13,14). Jesus ofereceu facilidades ao jovem rico que queria segui-lo? Não. Disse a ele que deveria guardar os mandamentos e deixar tudo o que tinha. Eu até entendo que haja a necessidade de fazer alguma contextualização na pregação do Evangelho, a fim de alcançarmos jovens e adolescentes. Mas tudo tem limite. Cheirar a Bíblia, como se fosse droga, é uma profanação, uma sandice, um despropósito, uma agressão ao Evangelho. Até o apresentador Datena achou aberrante a foto em apreço e disse, em seu programa de TV: "[Cheirar a Bíblia, como se fosse cocaína] é uma profanação da Palavra de Deus. Se o cara faz isso com o Alcorão, degolam o cara". Mas cheirar a Bíblia, como se fosse cocaína, é mais do que profanação. É uma atitude blasfema. E, para quem conhece um pouco de propaganda subliminar multimídia, a imagem acima é dúbia e também faz apologia ao uso de drogas, de modo subjetivo. Ela sugere, subliminarmente, que ler a Bíblia é tão bom quanto cheirar cocaína. Diante do exposto, pregar um evangelho-show, contextualizado ao extremo, com "visual descolado", cheirando Bíblia como se fosse cocaína, é fácil. Mas Deus procura pregadores que têm coragem de pregar o Evangelho puro e simples, o qual confronta o pecado e incomoda o pecador. Extraido do blog Ciro Sanches Zibordi

ESTRAGOU-SE OS FRUTOS.

É fato notório que o evangelho dentro das igrejas passou por uma metamorfose visível nos últimos anos, principalmente com a chegada da teologia da prosperidade, importada da America. O poder de transformação pela palavra, vem perdendo força a cada ano que se passa. Quem são os responsáveis por isso ? É importante salientarmos, que os valores que norteavam uma fé genuína, foram trocados por "algo mais interessante". Por exemplo, no evangelho de Joao 15:1-2 "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor". "Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele corta; e todo que dá fruto Ele limpa, para que produza mais frutos ainda". O problema todo começou, quando alguns espertalhões (mercadejantes da fé) deturbou os frutos( modificando-os, como um produto transgênico). O fruto que era espiritual, agora toma outra forma, material, e bem mais "atraente aos olhos humanos". As pessoas que chegavam as igreja com a necessidade de uma mudança de vida, agora vão para as igrejas com outra finalidade, a de conquista financeira. Por que os frutos agora anunciados, não são mais espirituais, mas sim material, e cá pra nós, a fascinação humana por ter, é maios do que por ser. Os testemunhos que exaltavam a Deus pela transformação do homem pela palavra, agora exalta o homem pelas conquistas, ainda que não tenha sido transformado. O cristão que outrora, era reconhecido pelo que era, agora é reconhecido pelo que possui, e os valores que norteavam uma fé genuína, como caráter, integridade e solidariedade, foram varridos descaradamente, para debaixo do tapete. Dessa forma nós encontramos nas igrejas, cristãos evangélicos que adquiriram um bom veículo, mas ele não consegue servir a ninguém com sua "benção", por que os frutos dele, são somente material. Está na hora da igreja voltar aos moldes antigos, a origem, quando o valor do cristão era medido pelo grau de transformação e não pelo grau de formação. A teologia que transforma pequenos homens, tem poder de deformar grandes homens. A proposta do evangelho é de transformação do homem em nova criatura, a conquista é somente uma consequência daquilo que somos. João Batista Extraido do blog Reflexões

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Jesus e a BMW

Muitos estão indignados com um vídeo publicado no YouTube em que uma cantora gospel (filha do líder de uma grande igreja de Belo Horizonte-MG) e seu marido fazem afirmações fúteis a respeito do Senhor Jesus e seu ministério terreno. O rapaz chega a afirmar que o jumento montado por Jesus era uma espécie de BMW da época, e que Ele só teria nascido numa estrebaria porque não havia vagas nos hotéis! Há uns vinte anos, mais ou menos, os pastores que priorizavam as riquezas eram duramente criticados. Hoje, líderes de grandes ministérios e seus célebres familiares — o nepotismo eclesiástico também se banalizou, nesses tempos pós-modernos — dizem, sem nenhum constrangimento, que Jesus era rico e desfrutou do bom e do melhor neste mundo. E ai dos que discordarem! Serão tachados de miseráveis, frustrados, invejosos... Isso para dizer o mínimo, pois os fãs de celebridades (que não são, evidentemente, seguidores de Jesus) costumam chamar os críticos dos seus ídolos de filhos da... (piii) ou mandá-los para p... (piii) que p... (piii), etc. Nota-se que o jovem casal mencionado tem aprendido com quem bebeu nas fontes escuras e turvas da teologia da prosperidade. Sua “visão de Reino” é a mesma de famosos telepregadores do mercantilismo da fé, como Kenneth Copeland, Frederick Price, Benny Hinn, Morris Cerullo, Mike Murdock e John Avanzini. Todos estes asseveram que Jesus usava roupas da moda (de corte especial, sem costura), tinha uma ótima casa, grande o bastante para receber os seus discípulos. Price, inclusive, afirma que dirige um Rolls Royce porque está seguindo os passos do Mestre. Para esses telemilionários, o Senhor tinha um tesoureiro porque seu ministério arrecadava muito dinheiro! Um único versículo bíblico colocaria por terra todas as aludidas invencionices a respeito de Jesus: Mateus 8.20. Aqui, o Senhor afirma: “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8.20). Mas é bom observar a profecia de Zacarias 9.9 acerca da entrada triunfal do Rei em Jerusalém. Ao montar em um jumentinho, Jesus demonstrou a sua humilidade e a sua pobreza (2 Co 8.9; Fp 2.5-8). Alguém poderá argumentar: “Na Bíblia não há promessa de prosperidade ao povo de Deus?” Sim. Mas a prosperidade bíblica não é reducionista; sua ênfase não recai no materialismo. A palavra “prosperidade”, do latim prosperus, significa “feliz, ditoso, florescente”. E, nesse sentido, a Palavra de Deus afirma: “O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro do Líbano. Os que estão plantados na Casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes” (Sl 92.12-14). Segundo a Bíblia, florescer como uma árvore significa prosperar em todos os sentidos (Sl 1.1-3) e dar muito fruto (Jo 15.1-5). Ora, uma árvore não cresce apenas para cima ou para os lados; cresce também para baixo; tem raízes. Essa é a prosperidade que o Senhor quer dar aos seus filhos: um crescimento em todas as direções. É um grande engano encarar a prosperidade material como um fim em si mesmo (Mt 6.33). Por que a teologia da prosperidade faz tanto sucesso, atrai multidões e encontra pronta aceitação no coração das pessoas? Porque os seus propagadores, à semelhança dos falsos profetas de Israel, descobriram a mensagem que o povo quer ouvir! Em Ezequiel 13.10-19, está escrito: “andam enganando o meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz [...] os profetas de Israel que profetizam de Jerusalém e veem para ela visão de paz, não havendo paz [...] Vós me profanastes entre o meu povo [...] mentindo, assim, ao meu povo que escuta a mentira”. Os telepregadores da prosperidade mandam os crentes repreenderem o demônio da miséria e determinarem a sua prosperidade. Mas, em Romanos 15.26, está escrito: “Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém”. Observe que o texto menciona uma coleta para ajudar pobres dentre os santos. Não seria mais fácil para Paulo repreender o demônio da pobreza? Jesus nunca falou dos perigos de ser pobre. Mas, por inúmeras vezes, discorreu sobre os perigos de ser rico (Mt 6.19-21; Lc 12.16-21, etc.). Em 1 Timóteo 6.8-10, encontramos as razões pelas quais alguém abandona o verdadeiro Evangelho para seguir a teologia da prosperidade: falta de contentamento, priorização das riquezas, amor ao dinheiro. Em Eclesiastes 5.10, também está escrito: “O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade”. É pecado ser rico? Não. Mas é perigoso. Isso porque a sensação — apenas a sensação — de que a riqueza coloca alguém numa posição superior em relação às pessoas pobres torna o crente um alvo fácil do Inimigo (1 Tm 2.9). Há uma grande probabilidade de os ricos se ensoberbecerem e se tornarem avarentos, desprezando os pobres e perdendo, com isso, a comunhão com Deus (Tg 2.9). Quem não se contenta com o que possui, priorizando a busca de riquezas e o amor ao dinheiro, é capaz de fazer qualquer coisa para ganhar mais e mais dinheiro, até mesmo mercadejar a Palavra de Deus (2 Co 2.17, ARA). A avareza é uma espécie de idolatria (Ef 5.5), e nenhum idólatra entrará no Reino de Deus (1 Co 5.11; Ap 21.8). O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. O dinheiro, em si, é necessário para a nossa manutenção. Contudo, existe o perigo de o chamado “vil metal” ocupar o primeiro lugar em nosso viver. E isso tem acontecido na vida de alguns líderes e pregadores, que, pelo dinheiro, são capazes até de negar “o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição” (2 Pe 2.1). De acordo com a Palavra de Deus, os falsos mestres, cuja motivação é o dinheiro, são capazes de fazer, por avareza, “negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pe 2.3). E não é isso que vemos em nossos dias? Os falsos mestres estão por aí vendendo as suas “indulgências”, pregando um evangelho falso, centrado no “ter”. Que Deus nos guarde! Façamos a sábia oração de Agur: “não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecendo, venha a furtar e lance mão do nome de Deus” (Pv 30.7-9). Não ambicionemos, pois, as coisas altas (Rm 12.16). Não tenhamos como referenciais as celebridades gospel, pois elas, em sua maioria, não têm compromisso com a Palavra de Deus. Sigamos o conselho da Palavra do Senhor: “Sejam os vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei” (Hb 13.5). E ainda: “Aquele que tem o olho mau corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a pobreza” (Pv 28.22). Quantos podem dizer “amém”? Ciro Sanches Zibordi Fonte:http://cirozibordi.blogspot.com.br/2012/01/jesus-e-bmw.html

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O NOVO APOSTOLO DO BRASIL

Vira e mexe um novo apóstolo surge no Brasil. O mais novo nasceu em Pernambuco, mas foi na Rua Leais Paulistanos, no Ipiranga (SP) que Walter Sandro Pereira da Silva encontrou o caminho do sucesso. Filho de um mestre de obras e mais velho de três irmãos, Walter Sandro fundou a Igreja Templária de Cristo na Terra 26 anos após um “encontro” com o Arcanjo Miguel. Foi em uma igreja “evangélica” - por ocasião de uma visita a sua terra natal, em 1985, aos 13 anos – que o arcanjo lhe apareceu e revelou sua chamada. Acabou se convertendo. Nos dez anos seguintes se dedicou ao trabalho, desenvolvendo habilidades que anos mais tarde utilizaria em sua empreitada da fé. Na Rádio Mundial e em diversas palestras em São Paulo, Walter chamava a atenção de centenas de ouvintes com palestras motivacionais, com temas que iam desde os perigos do tabagismo a conquista de um novo amor. Ficou conhecido. Apesar da fama, o pernambucano nascido em Pesqueira dizia ouvir do Arcanjo Miguel que lhe faltava algo. Ouvia com atenção. Assim continuou pelos anos seguintes. Ao mesmo tempo em que se dedicava a Psicologia, Walter dava início aos estudos esotéricos. Reiki. Ioga. Sessões espíritas. Sociedades Secretas. Uma mistura de crenças e práticas reunidas em um mesmo caldeirão. Em 2010, adere à política. Concorre ao cargo de Deputado Federal pelo PSB, recebendo 6.879 votos. Não foi eleito. Um ano depois, enquanto se preparava para entrar no ar pelo canal 58 UHF, tem um novo encontro com o Arcanjo Miguel. “O Arcanjo Miguel materializou-se e disse para eu abrir a igreja. Foi tão forte que tive uma crise de cálculo renal. Fui ao banheiro e ele veio e disse pra botar a mão na urina. Eu pus. E saiu uma pedra do tamanho de meio grão de feijão”, declarou Walter Sandro ao jornalista Willian Viera, da Carta Capital. Segundo Viera, à meia-noite o programa foi ao ar já com o nome de Igreja Templária. Seis meses após sua fundação, a Igreja Templária de Cristo na Terra já conta com dez igrejas, cinco das quais no Estado de São Paulo, duas no Rio de Janeiro, uma em Belo Horizonte e outra em Recife. O número de adeptos (ou “templários”) gira em torno de 10 mil, segundo informação da ITCT. A sede mundial (uma megaigreja com capacidade para 5 mil pessoas, e composta por 44 salas e 2 auditórios) exemplifica a diversidade de credos professados pelos fieis. Além do púlpito, no formato da Cruz Templária, há figuras de budas, faraós e santos católicos. No escritório do fundador, um quadro e imagem do Arcanjo Miguel destacam-se em meio às mobílias. Nas reuniões conduzidas por Walter Sandro e equipe de obreiros, louvores evangélicos e campanhas inspiradas nas igrejas neopentecostais imergem multidões em transes espirituais. Na campanha do Vale de Sal, adeptos enfileirados passam por cima de toneladas de sal onde recebem orações e passes do apóstolo, muitos dos quais acabam “exorcizados”. Ao realizar um exorcismo, Walter faz sucessivos sinais da cruz, que, segundo ele, livra a vítima da possessão. O credo doutrinário da Igreja Templária é composto por crenças como “maldição hereditária”, “reencarnação”, “espiritualismo,” além de crenças oriundas do cristianismo. Os adeptos são incentivados a não ingerir café, carne ou açúcar (com exceção de mascavo). Nas igrejas e nos meios de comunicação, Walter Sandro conclama fieis a aderirem ao “Carnê da Gratidão”, através do qual podem contribuir com o valor de R$ 33,00. A contribuição destina-se, segundo o site oficial da Igreja Templária, a manutenção dos programas televisivos, estrutura da Igreja e ao cuidado dos animais tirados das ruas – sim, a ITCT afirma ter como principal missão resgatar e cuidar de animais em estado de abandono. No “solo sagrado” do apóstolo (sua residência em São Bernardo do Campo), sua mãe e nove apóstolos cuidam de 80 cães e gatos. No Carnê da Gratidão, além de uma foto do fundador e uma cruz templária, ao fundo destacam-se dois golfinhos. Mas os animais não são os únicos alvos da Igreja. Na sede mundial e nas demais igrejas da ITCT, “hospitais de cura” oferecem tratamento espiritual a enfermos. Ao jornalista da Carta Capital, Walter Sandro confessou sofrer constantemente ameaças de morte. “Já cansei de sofrer ameaça de morte, por telefone, pela internet.” Embora indiretamente, o apóstolo templário – antes de sua consagração nacional como fundador da ITCT – teve sua passagem pela justiça. No dia 24 de março de 2004, Walter Sandro Pereira da Silva foi acusado de Estelionato e Outras Fraudes (Arts. 171 e 179, do CP), pela Justiça Pública. Concluído o processo, Walter Sandro foi absolvido das acusações. Segundo certidão emitida por ocasião de seu registro como candidato a Deputado Federal, em 2010, nada que desabone sua conduta foi encontrada. Os dados aqui apresentados foram fornecidos pela Justiça Federal e divulgados no blog do jornalista Fernando Rodriguez, do UOL. Acesse a ficha de Walter Sandro e as certidões criminais aqui. Fonte:http://www.genizahvirtual.com/2012/06/o-novo-apostolo-do-brasil.html Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/06/o-novo-apostolo-do-brasil.html#ixzz20Q6kU8tV Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DEUS ACEITA BARGANHA?

O que podemos oferecer a Cristo que seja tão valioso quanto o sacrifício que Ele fez por nós? Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito (Sl 116:12)? A doutrina da barganha é tão maléfica que ensina aos analfabetos bíblicos que é possível alcançar bênçãos de Deus em troca de contribuições A barganha com Deus contraria totalmente todos os princípios bíblicos; Usar a fé ou a Bíblia para satisfazer vontades pessoais através da prática de heresias e modismos não é prova de espiritualidade, muito pelo contrário, revela o caráter interesseiro da pessoa e provoca grandes prejuízos espirituais; “Dar ou fazer algo para Deus”, pedindo alguma coisa em troca não é sacrifício de fé, é chantagem espiritual, e Deus não pode ser chantageado; Isso não é atitude de um adorador, mas sim uma ação típica de um negociante, ou seja: alguém que só age em busca de vantagens; Ter fé não significa ter coragem de ofertar almejando benefícios materiais, mas sim servir ao Senhor incondicionalmente tendo como objetivo principal a gratidão pela salvação, e não somente a melhora dessa vida terrena que é passageira; Realmente Deus ouve as nossas orações e também nos abençoa materialmente, mas faz isso porque conhece nossas necessidades e não por aquilo que podemos oferecer a Ele; Fazer “desafios com Deus” é provocar a sua ira assim como Israel o provocou no deserto e sofreu duramente por isso. É preciso ter muito cuidado com certas práticas estranhas que têm trazido escândalos ao Evangelho, pois Ele não se deixa escarnecer; Uma pregação que supervaloriza o bem-estar social, físico e sentimental não colocando a transformação comportamental, psicológica e espiritual como mais importantes, não conduz o ouvinte ao verdadeiro caminho: à salvação [1 Jo 1:5,6 - E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. 6Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.]. Promessas de grandes milagres, quase sempre voltadas para a prosperidade financeira, são temas da maioria das campanhas que nem sempre são feitas com o objetivo de ajudar os necessitados ou salvar almas, mas sim de arrecadar fundos para a "obra" I - A barganha na Bíblia 1. No Antigo Testamento Um dos maiores exemplos da desnecessidade da barganha no Antigo Testamento está na história de Jó: ele perdeu seus filhos, sua saúde e seus bens, mas Deus lhe restituiu tudo em dobro sem que ele lhe oferecesse nada em troca além da fidelidade e da adoração; A fidelidade do crente tem que estar acima de suas posses para que ele possa ser justificado diante do Senhor; Assim como na história de Jó, Satanás olha para muitos de nós tendo a plena certeza de que se ele aumentar nossas lutas, não serviremos mais a Deus; Mas aquele que se mantém fiel independentemente das circunstâncias, não nega o nome de Jesus e não se sente desamparado, decepcionado ou frustrado diante das dificuldades; Jó não precisou oferecer nada ao Senhor em troca de sua bênção, muito pelo contrário, ele só teve que orar por aqueles que o caluniavam; Fazer votos ou propósitos com Deus é uma prática totalmente aceitável desde que, embora eles sejam motivados por alguma necessidade, seu objetivo seja sincero e através deles o nome do Senhor seja exaltado. Sl 132: 1-5 - Lembra-te, Senhor, de Davi, e de todas as suas aflições. 2 - Como jurou ao Senhor, e fez votos ao poderoso Deus de Jacó, dizendo: 3 - Certamente que não entrarei na tenda de minha casa, nem subirei à minha cama, 4 - Não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras, 5 - Enquanto não achar lugar para o Senhor, uma morada para o poderoso Deus de Jacó. Fatos bíblicos, do Antigo e do Novo Testamento, embora tenham muito valor porque nos mostram o misericordioso caráter divino, foram acontecimentos específicos para cada momento sendo que através de cada um, o Senhor tinha algum propósito especial. Não existe nenhuma ordem ou mesmo aprovação de Deus para transformá-los em doutrina ou repeti-los ritualisticamente em busca de bênçãos. 2. Em o Novo Testamento Satanás é tão atrevido e ao mesmo tempo, tão ingênuo que teve a coragem e a insensatez de tentar até o próprio Senhor Jesus Cristo. Imagine então se ele não tentará a nós que somos falhos e frágeis seres humanos sujeitos aos desejos da carne e inclinados ao pecado; E para tentar o Messias ele lhe ofereceu todos os reinos do mundo em troca de sua adoração. Mas Jesus não perderia todo o resplendor de sua glória em troca das coisas passageiras desse mundo e, além do mais, Ele é dono de tudo, assim como nós que, sendo filhos de Deus, somos também herdeiros do Reino Celestial que vale infinitamente mais do que todas as riquezas dessa terra; Atos 8:14-24 relata que um mago chamado Simão, interessado em obter vantagens com os dons do Espírito Santo, ofereceu dinheiro aos apóstolos. Eles, porém, não aceitando a proposta da barganha, repreenderam-no severamente mostrando a ele que aquele dinheiro somente lhe serviria para a perdição por ele achar que poderia comprar os dons espirituais, e o exortaram ao arrependimento; Infelizmente, nos dias atuais, muitos “ministros do Evangelho” têm agido de forma totalmente contrária a que foi ensinada pelos apóstolos, pois eles oferecem de tudo em troca de dinheiro através de seus “sacrifícios de fé”. O próprio Jesus não nos comprou com dinheiro, mas sim com o sacrifício de seu próprio corpo. E, da mesma forma, o único sacrifício que Ele requer de nós é nossa entrega total a Ele, o que consiste exatamente na renúncia e na não-conformação em relação às coisas corruptíveis desse mundo. Rm 12:1,2 - Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 - E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. A Bíblia nos ensina a colocar a busca pelo Reino de Deus sempre em primeiro lugar em nossa vida, mas a doutrina da prosperidade ensina exatamente o contrário: eles transformam o cristão em um negociante que é incentivado a entregar aquilo que tem em troca de mais bens materiais. 3. As Escrituras condenam a barganha A simplicidade do Evangelho de Cristo não nos ensina que somos abençoados quando oferecemos determinadas quantias em dinheiro, porque, de acordo com o que está escrito em Romanos 3:24, fomos justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus; As “doutrinas do sacrifício” não têm validade para a igreja atual, porque elas desmerecem o sacrifício que já foi feito por Jesus na cruz; Realmente, contribuir com a obra do Senhor é bíblico e a igreja necessita, porém todas as contribuições devem ser feitas voluntariamente, com amor, alegria, sem constrangimento e com valores de acordo ao que está proposto no coração do ofertante; Amar é agir benignamente sem esperar nada em troca, sabendo que a sua maior recompensa é ver a satisfação daquele que recebe sua demonstração de amor: essa é uma das características de um autêntico servo do Senhor; Jesus condenou veementemente o apego às coisas materiais. Mt 19:21-23 – Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. 20 - E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. 21 - Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. A religião escraviza o Evangelho liberta; a religião cega, o Evangelho tira as escamas dos olhos; a religião domina a mente, o Evangelho traz sabedoria; a religião oprime, o Evangelho dá liberdade. A quem você segue? Aos líderes religiosos ou a Jesus Cristo? II - Pressupostos da “Teologia da Barganha” 1. A falsa doutrina do direito legal. Uma das crenças da teologia da prosperidade é a doutrina do “direito legal do crente”; o qual consiste em acreditar que quando Jesus morreu na cruz conquistou muitos direitos para os seus seguidores, os quais devem reivindicá-los chamando-os à existência para que se realizem; Na maioria das pregações dessa linha de pensamento não se considera a necessidade do pecador buscar uma transformação em sua vida, mas apenas se destaca a importância de que ele ofereça algo para ser retribuído por Deus; III - O perigo de barganhar com Deus 1. O perigo de se ter um Deus imanente, mas não transcendente Imanente é um ser que se identifica com outro ser e se relaciona com ele, ou seja: Deus é imanente porque nos fez à sua imagem e semelhança e se relaciona conosco; Transcendente é aquele que excede os limites normais. Ele é superior e sublime, ou seja: Deus é transcendente porque é infinitamente superior a nós; Considerar Deus como imanente e não como transcendente é valorizar o fato de Ele se relacionar com você, mas não reconhecer ou não respeitar o fato de Ele ser superior e ter o poder e o direito de dominar a sua vida conforme a vontade d`Ele; É muito confortável pregar que Deus é amor, mas também temos a obrigação de ensinar que Ele é justiça Hb 10:30,31 – Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. 31 - Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Seguir a Jesus da maneira que o próprio Jesus ensinou está totalmente fora dos planos dos que pregam a barganha financeira como sacrifício espiritual. 2. O perigo de se transformar o sujeito em objeto. Os ministros da prosperidade invertem os valores colocando o material como seu foco principal; Muitos cantores e pregadores são considerados como grandes artistas Gospel, e os termos mensageiros e adoradores são tendenciosos jargões que somente servem para abrilhantar seus currículos de apresentação nos cartazes e nos shows; O mercado religioso tem sido um grande negócio para aqueles que quando pregam ou cantam, não podem terminar sua mensagem sem passar o número de sua conta bancária ou oferecer seus produtos; Esse falso evangelho que está sendo literalmente vendido por aí não satisfaz as necessidades, apenas prioriza as vontades; Cultuar é adorar ao Senhor, mas muitos “cultos” estão sendo direcionados às criaturas e não ao Criador; É claro que não se pode desmerecer aqueles que realmente têm um chamado divino e verdadeiramente precisam de ajuda em seus ministérios, porém esses são uma pequena minoria. E, além do mais, quando Deus chama, Ele supre e certamente não tem prazer em ver seus filhos agindo, muitas vezes, como mendigos ou como estelionatários em nome do sustento do seu chamado, causando dúvidas e escândalos entre o povo de Deus diante dos incrédulos; Muitos seguiam a Jesus porque queriam algo dEle ou porque não acreditavam mas esperavam ver algum sinal. A maioria dizia que o amava sendo que poucos o amavam de verdade. Responda para si mesmo com toda sinceridade: o que te faz seguir a Jesus Cristo? [Jo 21:15-17 - E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta. 14 - os meus cordeiros. 16 - Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, ama-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. 17 - Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, ama-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. De que forma você tem tentado agradar ao Senhor e Salvador da tua alma? O teu relacionamento com Ele é um amor sincero ou apenas uma busca pela satisfação de interesses? 3. O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos. A barganha faz o homem se relacionar com Deus de forma técnica, cheia de regras e “fórmulas mágicas”, as quais aparentam proporcionar um meio rápido e fácil para se obter os resultados de seu interesse; Carregar uma Bíblia em baixo do braço e permanecer horas em oração é prática fora de moda para os muitos adeptos de algumas novas tendências evangélicas que estão surgindo; Muita gente tem se apoiado em seus líderes, os quais fazem grandes sacrifícios espirituais, e não têm nenhum temor em divulgar isso publicamente, em troca dos sacrifícios financeiros de seus seguidores; Ultimamente temos visto coisas muito assustadoras entre aqueles que se dizem cristãos, mas o que se pode esperar de quem ensina que o homem tem o direito de encostar Deus na parede? De nada somos merecedores, o que temos é pela misericórdia e pela graça divina, mas muitos seres humanos têm agido como se Jeová tivesse uma grande dívida para com eles; Quem tem um verdadeiro e sincero relacionamento com o Senhor vive fielmente para Ele em qualquer circunstância. Rm 14:8 - Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Reverência, obediência, amor, sinceridade, retidão, santidade e testemunho são as coisas que o Senhor realmente espera receber de nós; e tudo isso deve ser entregue com o simples interesse de adorá-lo, pois nas demais coisas, Ele está cuidando de nós • Barganhar com Deus é uma grande tentação, principalmente quando estamos passando por alguma dificuldade, só que não podemos nos esquecer de uma coisa: nada temos cujo valor seja o suficiente para propor algum tipo de negócio ao Dono do ouro e da prata, Criador e Dominador do universo e Senhor e Salvador de nossa alma; • O homem mais parece uma criança mimada e teimosa quando tenta exigir algo de Deus. E Ele, por ter um grande amor, como um verdadeiro Pai, não o destrói, apenas lhe dá umas palmadas; • A autenticidade e a atualidade das manifestações de milagres e das provisões divinas são inquestionáveis. O que não se pode aceitar é o homem chegar diante do trono do Grande Rei sem nenhuma reverência ou humildade, exigindo bênçãos como se fosse um credor cobrando o devedor; • Barganhar com Deus é tentar negociar o inegociável. Mc 8:37 - Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? O mágico Simão acreditava que poderia comprar os dons espirituais para com eles incrementar seus shows e ganhar mais dinheiro; da mesma forma, hoje, muitos "mágicos espirituais" estão tentando negociar com Deus para satisfazer seus propósitos capitalistas. Deus nos concede as suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento com cada um de seus filhos. FONTE:http://www.webservos.com.br/gospel/estudos/estudos_show.asp?id=8747

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Pastores questionam silêncio de Silas Malafaia sobre personagem evangélica seminua na TV Globo: “Um exemplo a não ser seguido”. Leia na íntegra

No último sábado, tivemos mais um capítulo da série “Silas Malafaia em busca do poder terreno”, uma série já dura há bastante tempo. Tive a oportunidade de ouvir, ao vivo, o sr. Silas pregando nos últimos vinte anos, e infelizmente esse cidadão passou por grandes transformações. Sua mudança ocorre de forma cronológica, pensada e articulada por seus assessores. Do bigode ao implante de topete, muito dinheiro e muito empreendedorismo de marketing foram necessários. No último sábado, sinceramente eu tinha uma esperança, pois o desafio de Malafaia era na Bíblia. Sendo assim, eu imaginava que ele, em temor a Deus e Sua Palavra, apresentasse algo verdadeiro. Porém, estou decepcionado, pois nada novo foi apresentado. O pior: tudo foi milimetricamente calculado por seus assessores. Seguindo sua própria orientação, vou desenvolver o texto segundo os temas propostos por ele: duvidar, criticar e determinar. a) Duvidar O ambiente do culto foi previamente calculado. Silas reúne em um espaço bastante conceituado no mundo dos espetáculos, pois ficaria mais fácil a exposição midiática. Cada imagem, cada foco descreve isso. O povo não percebeu, mas todos estavam ali fazendo parte de um espetáculo com objetivos já calculados. A multidão, o local são a imagem perfeita para Silas demonstrar seu poder diante de partidos políticos e seus candidatos, dizendo a todos eles: estão vendo? Eu tenho moeda de troca para barganhar com vocês. Dos milhares que ali estavam, cada um representa votos a serem explorados. Nisso, o sr. Malafaia se tornou um exímio profissional, pois sua carreira pastoral não seria a mesma sem seus vínculos políticos. Ele sabe as consequências e os lucros de um apadrinhamento político. Isso é facilmente percebível ao vermos que o antigo pastor bigodudo, que dirigia uma velha perua kombi no início do seu ministério, hoje desfila pelas avenidas do Rio com sua Mercedez blindada, doada por um parceiro. A prova disso é que nessa última semana foi divulgado nos meios de comunicação uma proposta do Governo Dilma que visa proibir o aluguel de horários na TV aberta, e os primeiros a se manifestarem contra essa medida foram os líderes evangélicos, por se sentirem prejudicados. O interessante dessa notícia é que parece óbvio que líderes evangélicos realmente vêm se utilizando dos espaços de mídia para auto-promoção e para a barganha do povo, por votos, diante de partidos e políticos. Isso é notório pelo número de políticos, futuros candidatos e interessados ou representantes dos meios políticos nos púlpitos dos principais cultos e eventos promovidos por ministérios evangélicos. Ou seja: o meio evangélico já provou que pode agrupar multidões e esse é um terreno fértil para o assédio político. Talvez seja esse o verdadeiro meio que muitos líderes evangélicos descobriram para justificar a sua “prosperidade” ou seu “meio de fé”. Para líderes como Silas e outros mais, “Deus” e “Jesus” são meros produtos a serem negociados dentro do seu enorme panteão de mercadorias, que estão disponíveis para todo aquele que esteja pronto a pagar. Há uma perda considerável da definição do que é Sagrado e Profano. “Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles”. Ezequiel 22:26 Segundo ponto a analisar: que o sr. Malafaia não abandona a sua postura de arrogância, prepotência, soberba narcisista. Fica evidente, pelo desdém e pela ironia ao citar aqueles que o criticam, o uso de termos como trouxas, idiotas, babacas, panacas, manés, bandidos, e outros mais que só os bastidores podem revelar. Segundo pessoas que o acompanham nisso, dizem ser comum palavras de baixo calão na boca desse homem. Esse desrespeito o deixa cego, pois hoje no Brasil calcula-se que o número de blogs pode ultrapassar os cem mil, e muitos dos que têm blogs também têm uma formação. São teólogos, filósofos, sociólogos, antropólogos, e seus blogs são uma forma de estender a todos suas fontes de conhecimento. Muitos blogs nascem no período da graduação ou pós-graduação, ou até no mestrado ou doutorado. É preciso saber que as extravagâncias e o modo de ser nada peculiar do sr. Silas é objeto de pesquisas em muitas universidades, em cursos de mestrado e doutorado, pois sua forma espetaculosa de culto já há muito tempo é percebida nos meios acadêmicos. Então, chamar blogueiros na TV de idiotas, analfabetos e demais adjetivos pejorativos não responde com a verdade. Essa é a forma que o sr. Silas se utiliza para se corresponder com aquilo que ele acha que é inferior e desprezível ao seu modo de ser. Ainda há a ira com que Malafaia fala dessas pessoas. Tanto sua postura como seu linguajar estão totalmente contrários ao modo de ser de um verdadeiro homem de Deus, pois a Bíblia nos revela que seremos conhecidos pelos frutos, e frutos do Espírito Santo, e ainda destaca esses frutos: Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. – Gálatas 5.22 Com certeza, quem já teve a oportunidade de assistir aos programas do Silas Malafaia, percebe que ele se esqueceu desse versículo. Agora, o ponto central no desafio é a pregação. Silas, de forma que eu também acredito pensada e articulada, apresenta suas idéias em versículos fracionados, ou versículos isolados. Isso é típico de quem tem a arte de manipular através das palavras. O sr. Silas descreve, através de suas pregações, que com certeza não tem conhecimento bíblico necessário para expor, através de uma pregação ou um sermão, as bases do discurso fundamentadas em técnicas básicas da exegese e da hermenêutica, palavras essas que já até ouvi ele citar, porém quem ouve sua pregação vê que é impossível acreditar que ele saiba praticar uma boa exegese e uma boa hermenêutica. Eu perguntaria: o sr. Silas apresentaria suas idéias, suas bases sobre a Teologia da Prosperidade diante de uma banca acadêmica, formada por biblistas renomados, já que defende suas idéias com tamanho afã? Acredito que não. Silas descreve, através de sua pregação, que nivela seus ouvintes por baixo, com chavões místicos, muita oratória baseada em histórias pessoais e, quando apresenta alguma coisa diferente, demonstra estar plagiando algum texto ou sermão que nunca fornece a referência. Isso é facilmente percebível, pois falta em seus sermões referenciais teológicos, históricos, antropológicos, filosóficos. Ou seja, é difícil classificar o sr. Silas como teólogo, ou perceber que suas idéias partem de uma teologia sistemática, aprofundada pelo pensamento e pelo mergulho num mundo de idéias. Com certeza, sua justificativa é a de muitos pregadores do meio pentecostal e neopentecostal: eu prego pelo Espírito. Porém, o mesmo apóstolo que ele usou no sábado para apoiar suas idéias, nos diz: “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.’ – 1 Coríntios 14:15 Sabemos que todo ser humano tem seu conhecimento. Paulo Freire destaca em sua obra a sabedoria popular como um dos grandes referenciais para o crescimento dos seres humanos. O que acontece é que o contexto pentecostal é direcionado com projetos onde suas lideranças vivem num mundo cercado por uma forte concorrência pessoal e ministerial. Exemplo disso: é só acompanhar nos sábados pelo manhã aos embates que ocorrem por uma mesmo denominação, em um mesmo período de horário. Fico a pensar: o que um leigo pensa depois de ficar um sábado, das 8 às 12 horas, vendo a programação da Rede TV? Será que ela seria capaz de definir o que a Assembléia de Deus e quem são os seus líderes? Isso só é possível depois de meses ou anos mergulhado nessas igrejas, que devido à ganância de seus líderes, se perdem diante daquilo que eles pregam e diante de toda a sua história. Muitos desses líderes provaram dos prazeres do mundo, e se perderam em suas essências, não sabendo mais o caminho de volta, ou muitos não querem voltar ao velho discurso de abençoar pobres e viúvas. A teologia da prosperidade dá frutos “muito melhores”, pois na medida em que o povo é abençoado, seus líderes também são. Silas e muitos outros líderes, sem perceber, têm saído de uma teologia sistemática consistente e fundamentada para criar, cada um, as suas teodisséias. Ou seja, eles partem do princípio bíblico, porém vão aos poucos manipulando esses princípios, até que o povo não se aperceba que estão praticando e servindo a conceitos adulterados. Por isso, Silas se utiliza, em suas pregações, da palavra “verdade”. No decorrer do seu ministério, destacou-se por sempre buscar a verdade. Porém, quando é interpelado por suas próprias palavras, ele revela sua ira. É preciso saber que a igreja brasileira tem mudado. Hoje temos acesso a novas literaturas, melhor formação, e a internet possibilita contato com o mundo todo de forma rápida e segura. Hoje já temos aulas dos grandes centros de pesquisa traduzidas para o português e disponíveis para todos os que desejam o conhecimento. Temos, hoje, editoras traduzindo os livros e autores históricos do cristianismo. É preciso urgentemente que o sr. Silas fundamente a sua teologia, que descubra através de estudos sérios que a filosofia não é um besteirol, mas sim uma ciência que muito pode apoiar o teólogo, pois querer ser um deus numa terra de cegos é algo que será bastante trabalhoso, pois os blogueiros estão atentos. b) Criticar Bem, aqui exerço o que é peculiar na minha formação, pois sou teólogo formado em uma instituição teológica conceituada e reconhecida. Possuo pós-graduações e sou um assíduo participante de congressos e seminários, sem contar que sou um leitor apaixonado pelo conhecimento. Tudo isso para dizer que os termos pejorativos podem até se encaixar a mim, mas me esforço para ser um teólogo que caminha nos passos da vida, pois um teólogo que não se empenha na arte da crítica não entendeu os porquês da sua formação. O texto apresentado pelo sr. Silas se fundamenta em 2 Co 9. Ele apresenta o texto totalmente fracionado, ou seja, não faz uma exegese do texto. É preciso dizer que citar um texto do Apóstolo Paulo e não fundamentá-lo com a vida do apóstolo é algo terrível para todo biblista. É preciso dizer que o Apóstolo Paulo reflete para nós os passos a ser percorridos de homem pecador a homem transformado e nascido de novo pela ação do poder de Deus. Então, usar textos referidos ao Apóstolo Paulo sem falar de seu caráter é uma perda de tempo. Paulo é exemplo a ser seguido por teólogos, missionários, pastores, enfim, por homens e mulheres que desejam “VIVER” de forma plena o ministério de Cristo, pois sua mensagem se relaciona com sua vida, pois nele estava o Espírito de liberdade e a teologia da cruz. A carta aos Coríntios tem sido usada por muitas igrejas para criar teologias não existentes, como por exemplo as doutrinas de usos e costumes, que durante décadas subjugaram as mulheres no seio da igreja. De repente, do nada essas doutrinas desaparecem, e muitos são os pregadores e líderes que até hoje não explicaram ao povo anos e anos de uma doutrina não pertencente à teologia de Paulo. O sr. Silas apresenta um texto sem antes buscar definições e pressupostos. Isso só seria possível se ele fosse um exímio conhecedor dos textos originais. Ou seja, conhecedor do grego e do hebraico, e das demais línguas antigas. Fazer exegese é um trabalho fascinante, pois é uma forma de interpretar a Bíblia. O grande problema é que muitos pastores de formação pentecostal não se aplicam ao estudo real da Palavra de Deus. Hoje é possível ter um ”diploma” ou “certificado” teológico de forma tão superficial, que você se matricula, recebe as lições e o diploma, tudo na mesma hora. E muitos são aqueles que acreditam que isso é estudar teologia. Os efeitos colaterais desses cursos, seminários, institutos e demais formas de dizer que se estuda a Bíblia são as heresias que se multiplicam dia após dia. O sr. Silas tenta de alguma forma se apresentar como conhecedor da Bíblia, porém ele se aplica dentro do seu contexto, e sabe para quem está falando. Divide o sermão com o intuito de aplicar técnicas de oratória, vindas do seu curso de Psicologia. Ou seja, utiliza-se de pontos de pressão, com informação, palavras responsivas, fazendo com que o público viaje dentro do texto, tendo a impressão de que está totalmente aprofundado no mesmo. Porém, os pontos são batidos à exaustão, e muitos, sem saber, estão dentro de uma teodisséia muito bem pensada. Ele destaca, em seu texto, palavras como oferta, bênção, glória de Deus, Graça de Deus. Tudo isso como pressupostos para um ato de fé. Em momento algum, ele sai do capítulo referido, pois se partisse para outro capítulo, com certeza seria quebrado o “encantamento” a ser aplicado ao público que o ouvia, pois as cartas aos coríntios não têm como centro a oferta, e não somente a prosperidade. Para Paulo, a mensagem de Cristo é para os que sofrem, para os que buscam um sentido na vida. Para falar sobre as ofertas, era preciso também dizer do contexto cultural e social da vida em Corinto. Aí, com certeza, entenderia-se o porquê da perícope do capítulo 9 de 2 Coríntios. Esse é o grande mal de muitos pregadores: utilizar-se do texto bíblico sem conhecer o texto de forma aprofundada. Eu não acredito que o Espírito Santo tenha a capacidade de revelar a um pregador um texto de forma errônea, ou ensinar um texto de forma errada, sabendo que Ele mesmo capacitou a outros para saber aquele texto de forma mais aprofundada. Temos hoje, no Brasil, teólogos, biblistas que não precisam se utilizar de “americanos” para trazer ensino e conhecimento de qualidade para o seio da igreja brasileira. É preciso dizer que na América há muitas teologias boas. Não sei o porquê o seio pentecostal parece trazer sempre conceitos duvidosos e pouco proveitosos. Criticar esse texto do sr. Silas fica até fácil, pois o texto apresentado é sua base para justificar sua teologia da prosperidade. Ainda bem que ele mesmo diz, em sua pregação: “eu não sei tudo da Bíblia”. Teologia da prosperidade não se encaixa com nossa realidade cultural e social. Isso revela o porquê de tantos anos necessários para justificar essa teologia. Somos um continente onde predomina a exploração dos mais fracos. Onde analfabetismo, fome, sede, doenças, falta de saneamento básico, falta de moradia, violência são utilizados como forma de sustento político-social. Onde até mesmo as soluções para todos esses problemas têm o mesmo intuito. Então uma teologia para essa realidade tem que nascer nesse meio, ou seja, tem que ser o reflexo da realidade e da cultura desse povo. Não adianta ir aos EUA e se deslumbrar com os grandes templos, com a prosperidade de muitas denominações, e colocar tudo isso na mala, e desembarcar no Brasil se sentindo o “inventor da roda”. Essa teologia pode até funcionar nos grandes centros urbanos, porém no interior e nos Estados longínquos, isso não fará efeito algum. A prova disso é que a fome, a miséria e a morte ainda fazem parte de muitos lugares no Brasil. Teologia da prosperidade precisa ser revista, precisa ser aprimorada por pessoas responsáveis, que tratem a Palavra de Deus com seu verdadeiro sentido. Não basta jogar ao vento, imaginando que ela trará o seu resultado. c) Determinar Sei que, se o sr. Silas ou algum dos seus auxiliares, chegou até aqui nesse artigo, com certeza já levei vários nomes pejorativos, que fazem parte do vocabulário dessa gente. Porém, quero aqui fazer lembrança de que muito do que o sr. Silas sonha e almeja ministerialmente, já foi alcançado por um pastor americano da sua própria denominação. Um homem que conseguiu aos sábados pela manhã unificar os quatro continentes em torno do seu programa televisivo. Algo incrível, em se tratando de quase três décadas atrás. Isso nos faz pensar no que será possível hoje, com todos os avanços tecnológicos disponíveis. Então, o caminho almejado pelo sr. Malafaia já tem um referencial, e eu acredito que, se utilizando dos conchavos políticos, da sua teodisséia, ele irá alcançar e até ultrapassar muitos pastores pelo mundo. Porém, é preciso lembrar também que este pastor americano referido caiu, da mesma forma que subiu, em um escândalo mundial. Acredito que o sr. Silas terá um programa de auditório na TV, terá um programa interligado mundialmente, porém é preciso lembrar que a soberba, a vaidade, a ganância precedem a queda. O sr. deveria estudar a biografia de grandes líderes mundiais, e com certeza verá uma relação entre todos: não subestime nem despreze as pessoas. Talvez o sr. esteja me chamando de “profetinha de meia-tigela”, ou outros nomes. Porém, quero deixar aqui, para terminar, um versículo do Apóstolo Paulo, que você não referiu na sua pregação, mas que pode ser lido ao todo: “Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus”. 1 Coríntios 1:26-29 Certa vez ouvi um provérbio que mudou minha vida, e gostaria de terminar esse artigo com esse provérbio: “É muito fácil perceber quando alguém fala movido pelo Espírito Santo de Deus: pois com poucas palavras nos toca o coração”. Precisamos de homens e mulheres capacitados de poucas palavras e que de forma pura e simples nos toque o coração, ao ponto de transformar nosso modo de ser. Que Deus abençoe a todos. Paulo Siqueira

sexta-feira, 8 de junho de 2012

AS HERESIAS DO CRISTIANISMO JUDAIZANTE

Uma das mais novas crenças dos denominados evangélicos é o cristianismo judaizante. Na verdade, este movimento religioso e herético é a nova febre da atualidade. Isto porque, alguns dos evangélicos têm introduzido praticas vetero-testamentárias nos cultos e liturgias de suas igrejas. Na verdade, tais pessoas têm declarado que o resgate dos valores judaicos é uma revelação de Deus a igreja contemporânea, cujo slogan é “Sair de Roma e voltar para Jerusalém” Estes modernos fariseus têm disseminado praticas como: Tocar de costas para a congregação, por considerar os ministros de musica “levitas de Deus”. Usar o Shofar, para liberar unção ou invocar a presença divina. Guardar o sábado fezendo dele o dia do Senhor. Observar TODAS as festas Judaicas. Usar o Kipá e o Talit, que são as vestimentas que os judeus praticantes usam para ir a sinagoga. Usar excessivamente símbolos judaicos tais como, a bandeira de Israel, o Menorah ou a Estrela de Davi dentre tantos outros mais. Construir protótipos da Arca da Aliança a fim de simbolizar entre os cristãos a presença de Deus. Mudar os nomes e as nomenclauras bíblicas judaizando tudo, a ponto de chamar Paulo de Rabino. Caro leitor, não existem pressupostos bíblicos para que a igreja de Cristo, queira “recosturar” o véu do templo. Entretanto, alguns dos crentes atuais teimam em transformar em realidade aquilo que deveria ser uma simples sombra. Foi o Apostolo Paulo quem afirmou: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo", Colossences 2.16-17. As leis cerimoniais judaicas, os ritos sacrificiais, as festas anuais, foram abolidas definitivamente por Cristo na cruz do calvário(o significado de cada uma delas se cumpriu em nosso Senhor). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados das leis cerimoniais judaicas. É por esta razão que crentes em Jesus, não fazem sacrifícios de animais, não guardam o sábado, não celebram as festas judaicas, não se prostram diante a Arca da Aliança e nem tampouco fazem uso do shofar. Nossa mensagem, vida e testemunho deve ser Cristo, o Evangelho pregado deve ser o evangelho de Cristo, nossa mensagem central deve ser para a gloria e o engrandecimento do nome de Cristo. Soli Deo gloria! Fonte:http://renatovargens.blogspot.com.br/2010/08/as-heresias-do-cristianismo-judaizante.html

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Fantástico: Xuxa diz que sofreu abuso sexual

Revelação irá abafar escândalo de filme de pedofilia que vem assombrando sua vida e carreira durante décadas? Julio Severo No programa Fantástico de domingo passado, Xuxa alegou que sofreu abusos sexuais na infância. Supostamente, foram três homens. Xuxa, no Fantástico, revelando-se vítima de pedofilia Sua declaração forte trouxe uma alta em sua imagem num momento em que sua carreira já não tem o brilho que tinha antes. O brilho tem sido cada vez mais ofuscado por um sombrio esqueleto em seu armário: Em 1982 ela fez o papel principal do filme “Amor estranho amor”, que contém cenas de pedofilia explícita em que ela seduz um menino. Xuxa vem travando uma batalha judicial sem tréguas para que o filme, que tem perturbado sua carreira e fama, não seja oficialmente comercializado em DVD. Seus produtores haviam chegado a exigir 100 mil reais por ano para manter o filme “extinto”. O desgaste com o obsceno filme pró-pedofilia tem sido um flagelo na fama e bolso da atriz. Xuxa, em filme pró-pedofilia, fazendo sexo com um menino A trajetória de Xuxa, com suas recentes revelações de pedofilia na infância, teve um início com contexto previsível. Sabe-se que ela, por costume da família ou vontade própria, gostava de andar nua dentro de casa quando era menina. Crianças de lares com tais “hábitos” não raramente enxergam com “naturalidade” o sexo. Qualquer homem moralmente são teria dificuldade de visitar uma casa onde o pai permite que sua filha de oito, dez ou doze anos ande “ao natural”. Não chega a ser “fora do normal” um lar com nudez descarada produzir abusos sexuais. É um ambiente produtor de tentações. Tais lares, além de tornarem suas crianças vulneráveis aos oportunistas sexuais, não veem nada de errado em revistas pornográficas. Xuxa como capa da Playboy: ganhando muito dinheiro Xuxa não só tinha essa visão, mas também chegou a posar nua para várias revistas pornográficas, inclusive a mais famosa, a Playboy. O que era “natural” para ela acabou também virando fonte de renda. Mesmo com esse histórico moralmente turbulento, ela acabou entrando no mercado infantil, com um programa primeiramente na TV Manchete e depois na TV Globo, onde dançarinas mirins com trajes curtos e a garotada garantiram para ela e para a TV Globo IBOPE e audiência. Ela passou de coelhinha da Playboy à rainha dos baixinhos. É uma carreira infantil de sucesso alicerçada em assombrações pornográficas e pedofílicas. Ela não era, é claro, o exemplo ideal para as crianças. Mas o mundo imundo da TV tem valores inversos de uma família que protege os filhos com valores morais. Durante o governo de Lula, Xuxa encabeçou a campanha nacional “Não Bata, Eduque!”, lançada por Lula em Brasília. A campanha, de modo ostensivo, buscava a criminalização de pais e mães que aplicam castigos físicos como disciplina para o mau comportamento dos filhos. Xuxa mostrou sua rebelião a esse mundo com limites para as crianças. Talvez ela anseie um mundo onde as crianças possam tranquilamente andar livres dentro de casa — livres de roupas — e assim estar mais preparadas para ver com naturalidade o sexo e a revista Playboy. Mas a experiência de uma infância sem limites e sem roupas não trouxe felicidade para a menina Xuxa. Trouxe, pelo que alega ela, estupros. E trouxe, pelo que mostra seu currículo, seu estrelato num filme de pedofilia explícita e participação em revistas pornográficas. Em todas essas décadas, Xuxa jamais reclamou de ter sofrido peso na consciência pela óbvia incoerência entre sua vida no mercado pornográfico e no mercado infantil. O que importava, talvez, fosse obter dinheiro, fosse de qual fosse a procedência. Na entrevista ao Fantástico, Xuxa se queixa de um pai ausente, mas quando ela teve oportunidade de fazer diferença na sua vida, ela escolheu ter uma filha sem um pai. Ela determinou que a figura do pai ficasse ausente da vida de sua filha. Depois de sua recente confissão de abuso sexual na infância, Xuxa deveria abandonar seu ativismo contra os direitos dos pais disciplinarem seus filhos e imporem limites — inclusive o uso de roupas — neles. Abuso e violência não é impor limites nos filhos, conforme hoje esbraveja Xuxa com sua campanha anti-pais, mas a falta de limites. Seu ativismo agora deveria se limitar aos malefícios da nudez dentro de casa, de como essa prática torna as crianças presas fáceis de pedófilos, do sexo casual e da pornografia. O ativismo dela deveria também incluir uma campanha de alerta para que os pais bloqueiem toda pornografia em seus lares. E ela poderia também aproveitar e aparecer novamente no Fantástico para pedir perdão às famílias e crianças do Brasil pelo filme “Amor estranho amor”, onde ela mesma, já adulta consciente e com fome de grana, fez descarada propaganda pró-pedofilia. Fonte: www.juliosevero.com

segunda-feira, 21 de maio de 2012

IDENTIFICANDO UMA SEITA

Quando a maioria de nós ouve a palavra seita, talvez imagine um grupo de pessoas alienadas que sofreram lavagem cerebral e praticam atos macabros. Talvez se lembre de assassinatos em massa ou outras cenas negativas. Mas o que imaginamos é real? O que é exatamente uma seita e no que ela difere de uma religião? São todas perigosas? As pessoas que participam de seitas destrutivas são mentalmente perturbadas ou somos todos igualmente suscetíveis? Neste artigo, vamos separar a realidade da ficção e saber exatamente o que é uma seita, o que caracteriza uma seita como destrutiva e, além disso, dar uma olhada em alguns dos mais notáveis acontecimentos sobre seitas na história moderna. O que é uma seita? As seitas que estão envolvidas com notícias negativas não são uma regra. Basicamente, uma seita é apenas um grupo religioso pequeno, não estabelecido, sem um objetivo final, que gira em torno de um único líder. O American Heritage Dictionary define seita da seguinte forma: 1. Uma religião ou culto religioso considerado extremista ou falso, com seus seguidores normalmente vivendo de forma não convencional, sob orientação de um líder autoritário e carismático; 2. Um sistema ou comunidade de adoração e rituais religiosos. A primeira definição se aproxima mais do uso que fazemos do termo, mas você deve ter percebido que não há menção sobre assassinato ou assassinato coletivo. Não há diferença significativa entre seita e religião em termos de fé, moralidade ou espiritualidade. As principais diferenças são: uma seita funciona fora da sociedade, normalmente faz seus seguidores prometerem total comprometimento com o grupo e tem um único líder, enquanto uma religião normalmente está inserida na cultura do povo, requer vários níveis de comprometimento de seus membros e tem uma hierarquia de liderança que, na prática, pode funcionar como uma série de limitações e inspeções. Não poderíamos identificar um movimento heterodoxo se não conhecêssemos seus estigmas. É de suma importância o princípio pelo qual nós confrontamo-las com a palavra de Deus. Somente assim, nós podemos identificá-las por suas marcas. Uma seita se revela como tal por apresentar certas características em relação às verdades bíblicas. Eis alguns sintomas que caracterizam o quadro doentio das seitas. Autoridade extra-bíblica. Geralmente as seitas apresentam uma nova autoridade doutrinal, superior ou paralela à Bíblia sagrada para sua fé e prática. Esta autoridade pode apresentar-se em forma de livros ou revelações ou até mesmo na pessoa do líder da seita. Alguns poucos exemplos clássicos são: As Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os Adventistas do Sétimo Dia, a Igreja da Unificação, Igreja Católica Romana entre outros. Verdades que vão além da Palavra de Deus. Há necessidade entre esses grupos de irem além do que está escrito nas sagradas escrituras, buscando novas revelações. Essas “novas verdades”, no entanto, acabam por se chocar frontalmente com a palavra escrita de Deus e às vezes com suas próprias revelações. Casos típicos são os do profeta do mormonismo Joseph Smith, Sun Myung Moon, Charles T. Russel e outros. Para eles o evangelho precisa ser completado com suas revelações místicas que somente eles possuem e mais ninguém. Interpretações Particulares da Bíblia. Há muitos grupos que não reivindicam novas verdades, mas interpretam as verdades bíblicas ao seu bel prazer. Para esses, a Bíblia lhes pertencem e ninguém pode entendê-la fora do padrão estabelecido pela seita. Muitos dessa categoria apóiam-se em algumas passagens da Bíblia apenas por conveniência, pois é mais fácil enganar um indivíduo que já está familiarizado ainda que nominalmente com este livro. É o caso do Espiritismo e da igreja Católica Romana. Rejeição ao Cristianismo Ortodoxo ou as Igrejas Estabelecidas. Esses grupos nutrem verdadeiro ódio contra as igrejas estabelecidas que pregam o conceito histórico-ortodoxo de crença. O argumento quase unânime entre elas é que as igrejas se afastaram das verdades essenciais e se enveredaram para práticas pagãs. Essas seitas atacam como ensinamento pagão às doutrinas da Trindade, a imortalidade da alma e o inferno. Pregam outro Jesus. O Jesus das seitas nunca é o mesmo Jesus da Bíblia. Para as seitas Jesus foi diversas coisas, mas nunca jamais o Deus encarnado que veio redimir o homem. Assim para as Testemunhas de Jeová Jesus é apenas uma criatura, um deus menor, para os mórmons Jesus é apenas um dos trilhões de deuses, foi casado e polígamo, já para os espíritas Jesus foi apenas o maior espírito de luz que já baixou nessa terra. Lavagem Cerebral. As seitas retiram o censo crítico de seus adeptos não permitindo que eles pensem por si mesmos deixando que o líder ou o grupo pensem por eles. As técnicas são variadas, mas sempre persuasivas indo das cessões de isolamento da família até jejuns forçados sem tempo de descanso, sendo que neste ínterim é o membro do grupo bombardeado com literaturas da seita, estudos e mais estudos até a exaustão psicológica. É o caso do reverendo Moon, Hare Khrisna, Testemunhas de Jeová e outros. Salvação pelas Obras O estado legalista das seitas impedem-nas de aceitarem a livre graça de Deus. Como o âmago da seita é a heresia e toda heresia é obra da carne, sendo produto do homem sem o verdadeiro Deus, as seitas desenvolveram sua própria maneira de salvação. Oferecem uma falsa esperança aos seus adeptos que nunca sabem o quanto fizeram para merecerem a benevolência de um deus, cujo conceito forjado pela seita, foge radicalmente do apresentado na Bíblia. Para o adepto só existem leis a serem cumpridas seja elas de procedência bíblica ou mesmo criadas pela organização da qual pertencem. Podemos enquadrar aqui os Adventistas, mórmons, Testemunhas de Jeová, Espiritismo e Catolicismo. Exclusivismo. Apesar de a Bíblia ensinar que a salvação e a verdade só se encontram em Jesus, as seitas invertem essa verdade e apregoam que somente sua organização é a única correta tendo todas as demais apostatado da fé. É o monopólio da fé e da verdade. Para a pessoa ser salvo é preciso pertencer ao grupo. Semântica Enganosa. As seitas a fim de enganarem as pessoas, usam uma terminologia cristã, mas que na prática se revela totalmente falsa. Dizem crer nos mesmos pontos de fé dos cristãos ortodoxos apenas para uma aproximação pacífica visando sempre o proselitismo desleal. No entanto um exame mais atento, porém, revela que esta igualdade é apenas aparente e nominal. As Testemunhas de Jeová dizem acreditar no Espírito Santo, mas para elas esse Espírito não é o mesmo do credo cristão, sendo apenas (na concepção delas) uma mera força ativa. Os mórmons Dizem crer na trindade, mas a Trindade que eles pregam são três deuses que possuem um corpo de carne e osso. Falsas Profecias. Nas seitas existem-nas em abundância. Para conseguirem impressionar seus membros, os líderes de seitas dizem receber supostas revelações de Deus sobre certos acontecimentos históricos - mundiais, escatológicos ou envolvendo o próprio grupo, que com o passar dos anos, se revelam fraudulentos provando ser o tal profeta um falso profeta. É o caso dos líderes dos Adventistas, Testemunhas de Jeová e Mórmons. Mudanças de Crenças. As seitas possuem uma teologia volúvel. O que era verdade ontem já não é hoje. Com o passar dos anos as inconsistências das aberrações doutrinarias apregoadas por elas se tornam um tanto obsoletas entrando muitas vezes em contradição com os ensinamentos atuais de seus líderes, ai então, faz-se necessário o camaleão mudar de cor. Algumas até colocaram em seu bojo doutrinário o ensinamento de que é normalmente aceitável que sua teologia esteja em constante mutação, é o caso dos mórmons e das Testemunhas de Jeová. Os jargões geralmente empregados para justificarem isto são: "lampejos de luz" (TJ), "verdade presente" (ASD), "nova luz" (SUD). As características principais de uma seita foram expostas e resumidas acima, mas há ainda a questão financeira, o carisma do líder, ensinos sobre a Trindade dentre outras que por questão de espaço não colocamos aqui. Entretanto, estas servem para identificarmos eficazmente uma seita. Existem algumas características básicas em uma seita destrutiva: • Liderança carismática • Mentira e enganação no recrutamento de novos membros • Uso de métodos para controle mental • Isolamento (físico e/ou psicológico) • Exigência de devoção e lealdade inquestionáveis e absolutas • Distinção rígida e insuperável entre "nós" (bem, salvo) e "eles" (mal, vão para o inferno) • "linguagem interna" que apenas os membros entendem completamente • Controle rígido sobre as rotinas diárias dos membros Veja o que normalmente fazem os falsos líderes com os seus adeptos: 1. Estudo intenso: a ênfase é posta nos escritos e doutrinas do grupo. A Bíblia, se usada, é citada de forma seletiva e fora do contexto. 2. Avisos: os novos membros são avisados de que Satanás fará que seus familiares e amigos falem mal do grupo. Dentro de pouco temo, os recrutas só confiam nos membros do grupo. 3.Culpa e medo: os grupos enfatizam a natureza pecaminosa do indivíduo e a necessidade de purificar a velha personalidade. 4.Controle da rotina, fadiga: o estudo e o trabalho pára o grupo são obrigatórios, roubando quase todo o tempo do novo membro, tornando o demasiado ocupado para refletir ou ouvir a opinião de outros. A família, os amigos, o emprego e os passatempos são postos de lado, isolando ainda mais. 5. Ataque a qualquer tipo de pensamento independente: o pensamento crítico é desencorajado e interpretado como orgulho e pecado. É encorajada a aceitação cega. 6.Comissão divina: o líder geralmente alega ter recebido novas revelações de Deus e afirma ser o único porta voz de Deus para a humanidade neste tempo. 7.Obediência irrestrita: todas as questões têm respostas simples e requer se do novo adepto uma obediência inquestionável às ordens do grupo. Uma mentalidade do tipo nós contra eles fortalece a identidade do movimento. Todas as pessoas que não pertencem ao grupo são encaradas como fracas ou enganadas. RETENÇÃO 1. Questionamento de motivos: quando é apresentada evidência sólida contra o grupo, os membros são ensinados a questionar os motivos da pessoa que apresenta a evidência. Aquilo que pode ser verificado é ignorado e se aceita aquilo que não pode ser verificado. 2.Controle de informação: o grupo controla aquilo que o membro pode ver ou ouvir. É proibido o contato com ex membros e com qualquer pessoa que critique o grupo. 3.Isolamento e alienação: o grupo substitui a família porque ouve que não precisa de mais ninguém (nem mesmo da família) além do grupo. Talvez o novo adepto receba instruções como: proibição de alimentos, proibição de casamento ou abandono do lar, desistência da escola, entre outras. 4.Repressão: a desobediência, incluindo até mesmo desacordos insignificantes com a doutrina do grupo, terá como resultado o banimento e a expulsão. S.Fobias: o medo do mundo e das outras pessoas é aumentado, tal como 0 medo do diabo e do mal. É ensinado aos membros que lhes acontecerá algo muito mau se deixarem o grupo. Não existe nenhuma maneira honrosa de sair do grupo. 6.Empenho: ser membro e trabalhar para o grupo é essencial para a salvação. Por mais que o adepto se esforce, nunca será o suficiente. RESULTADOS 1.Dependência: o adepto fica com uma dependência infantil do grupo. 2.Desordens pessoais: depressão, desorientação, ansiedade, estresse, comportamento neurótico ou psicótico, e até mesmo tendências suicidas. 3.Capacidade diminuída: o adepto perde a capacidade de pensar de forma clara e crítica. Contradições lógicas nas doutrinas têm pouco ou nenhum efeito sobre ele. 4.Exploração: o adepto é explorado financeiramente, psiquicamente e/ou mentalmente. Pode ser manipulado para dar tudo o que possui ao grupo, abandonar escola ou emprego (para poder passar muitas horas vendendo literatura ou outros itens), fornecer mão de obra barata para o grupo e outras coisas. Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças (1Tm 4.1 3) Fonte: Bíblia Apologética. Se eventualmente você se encontra em alguma dessas seitas fuja o mais rápido possível enquanto há tempo e migre para uma Igreja séria aonde se prega o evangelho genuíno da Palavra de Deus. Amém!

terça-feira, 17 de abril de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

“É preciso por um ponto final à ousadia” dos ativistas gays, afirma jornalista, sobre tentativa de “censura” ao pastor Silas Malafaia


O processo movido pelo Ministério Público Federal contra o pastor Silas Malafaia voltou a ser tema de artigos do jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja.
Azevedo, que é católico, tem se posicionado em seus artigos de forma semelhante ao pastor nas críticas ao PL 122. Silas Malafaia considera o projeto como a “lei do privilégio” para os ativistas gays.
No artigo “Movimento gay quer passar de beneficiário da liberdade de expressão à condição de censor?”, Reinaldo Azevedo critica a postura dos ativistas gays, que segundo ele, querem impor mordaça às religiões e ao livre pensamento: “Então eles podem pegar símbolos de uma denominação cristã, que têm valor para mais de um bilhão de pessoas, submetê-los a uma, como posso dizer, “interpretação livre”, mudando ou mesmo invertendo seu sentido moral, mas um líder religioso deveria ser impedido de dizer o que pensa?”, pontua o jornalista, fazendo referência ao caso da Parada Gay de 2011, quando a organização do evento espalhou cartazes com doze modelos em posições homoeróticas.
Na ocasião, o pastor Silas Malafaia afirmou que a igreja católica deveria reagir ao que chamou de “ridicularização” dos símbolos católicos. A reação do pastor gerou protestos por parte dos ativistas gays e o processo movido pelo Ministério Público, que o acusa de incitar a violência. Sobre o processo, Azevedo afirma que apesar de não concordar com tudo que Malafaia diz a respeito do homossexualismo, acredita que o pastor está sofrendo uma tentativa de censura: “Devo silenciar diante de uma óbvia tentativa de calá-lo, ao arrepio, parece-me, da lei? Sim, a Justiça vai decidir, mas posso e devo dizer o que acho. Acho que estão recorrendo a uma óbvia linguagem metafórica com o propósito de se vingar de um notório crítico da dita Lei Anti-Homofobia. Entendo que estamos diante de um caso clássico de uso da lei para intimidar ou calar aquele que pensa de modo diferente”.
Reinaldo Azevedo afirma que “é a liberdade de expressão como um valor universal que permite hoje a essas ditas minorias, a esses grupos de pressão, falar, reivindicar etc. O que querem? Coibir a dita homofobia metendo na cadeia quem não comunga de seus valores?”, numa crítica ao que ele classifica de “sindicalismo gay”.
Em outro artigo sobre o tema (A marcha da intolerâcia. A única vítima de preconceito é o pastor), Azevedo afirma que não irá se calar, colaborando para a “para a reinstalação da censura no Brasil”, e diz que não aceita que “que partido, grupo ou grupelho decidam o que posso pensar ou não — em especial quando essa patrulha se exerce na contramão de direitos garantidos por uma Constituição democrática”.
Neste mesmo artigo, o colunista de Veja afirma ser contra o casamento gay: “Considero, absurda a decisão do Supremo que igualou legalmente os casais gays aos héteros. A razão é simples. A Constituição é explicita ao afirmar que a união civil se estabelece entre homem e mulher. Sem a mudança da Carta — o que só pode ser feito pelo Congresso —, o Supremo legislou e fez feitiçaria constitucional. Atrás desse precedente, podem vir outras ‘interpretações criativas’ da nossa Lei Maior”.
Explicando o motivo pelo qual se incomodou com a tentativa de censura à Malafaia, Reinaldo Azevedo classifica os ativistas gays de fascistas: “A proteção a minorias não pode ser maximizada a ponto de pôr em risco direitos fundamentais — entre eles, a liberdade de expressão. Esse caso envolvendo Malafaia me incomodou especialmente porque é preciso pôr (sic) um ponto final à ousadia dessas hordas fascitoides”.

FONTE:  http://noticias.gospelmais.com.br/preciso-ponto-final-censura-silas-malafaia-33034.html