sexta-feira, 22 de junho de 2012

DEUS ACEITA BARGANHA?

O que podemos oferecer a Cristo que seja tão valioso quanto o sacrifício que Ele fez por nós? Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito (Sl 116:12)? A doutrina da barganha é tão maléfica que ensina aos analfabetos bíblicos que é possível alcançar bênçãos de Deus em troca de contribuições A barganha com Deus contraria totalmente todos os princípios bíblicos; Usar a fé ou a Bíblia para satisfazer vontades pessoais através da prática de heresias e modismos não é prova de espiritualidade, muito pelo contrário, revela o caráter interesseiro da pessoa e provoca grandes prejuízos espirituais; “Dar ou fazer algo para Deus”, pedindo alguma coisa em troca não é sacrifício de fé, é chantagem espiritual, e Deus não pode ser chantageado; Isso não é atitude de um adorador, mas sim uma ação típica de um negociante, ou seja: alguém que só age em busca de vantagens; Ter fé não significa ter coragem de ofertar almejando benefícios materiais, mas sim servir ao Senhor incondicionalmente tendo como objetivo principal a gratidão pela salvação, e não somente a melhora dessa vida terrena que é passageira; Realmente Deus ouve as nossas orações e também nos abençoa materialmente, mas faz isso porque conhece nossas necessidades e não por aquilo que podemos oferecer a Ele; Fazer “desafios com Deus” é provocar a sua ira assim como Israel o provocou no deserto e sofreu duramente por isso. É preciso ter muito cuidado com certas práticas estranhas que têm trazido escândalos ao Evangelho, pois Ele não se deixa escarnecer; Uma pregação que supervaloriza o bem-estar social, físico e sentimental não colocando a transformação comportamental, psicológica e espiritual como mais importantes, não conduz o ouvinte ao verdadeiro caminho: à salvação [1 Jo 1:5,6 - E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. 6Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.]. Promessas de grandes milagres, quase sempre voltadas para a prosperidade financeira, são temas da maioria das campanhas que nem sempre são feitas com o objetivo de ajudar os necessitados ou salvar almas, mas sim de arrecadar fundos para a "obra" I - A barganha na Bíblia 1. No Antigo Testamento Um dos maiores exemplos da desnecessidade da barganha no Antigo Testamento está na história de Jó: ele perdeu seus filhos, sua saúde e seus bens, mas Deus lhe restituiu tudo em dobro sem que ele lhe oferecesse nada em troca além da fidelidade e da adoração; A fidelidade do crente tem que estar acima de suas posses para que ele possa ser justificado diante do Senhor; Assim como na história de Jó, Satanás olha para muitos de nós tendo a plena certeza de que se ele aumentar nossas lutas, não serviremos mais a Deus; Mas aquele que se mantém fiel independentemente das circunstâncias, não nega o nome de Jesus e não se sente desamparado, decepcionado ou frustrado diante das dificuldades; Jó não precisou oferecer nada ao Senhor em troca de sua bênção, muito pelo contrário, ele só teve que orar por aqueles que o caluniavam; Fazer votos ou propósitos com Deus é uma prática totalmente aceitável desde que, embora eles sejam motivados por alguma necessidade, seu objetivo seja sincero e através deles o nome do Senhor seja exaltado. Sl 132: 1-5 - Lembra-te, Senhor, de Davi, e de todas as suas aflições. 2 - Como jurou ao Senhor, e fez votos ao poderoso Deus de Jacó, dizendo: 3 - Certamente que não entrarei na tenda de minha casa, nem subirei à minha cama, 4 - Não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras, 5 - Enquanto não achar lugar para o Senhor, uma morada para o poderoso Deus de Jacó. Fatos bíblicos, do Antigo e do Novo Testamento, embora tenham muito valor porque nos mostram o misericordioso caráter divino, foram acontecimentos específicos para cada momento sendo que através de cada um, o Senhor tinha algum propósito especial. Não existe nenhuma ordem ou mesmo aprovação de Deus para transformá-los em doutrina ou repeti-los ritualisticamente em busca de bênçãos. 2. Em o Novo Testamento Satanás é tão atrevido e ao mesmo tempo, tão ingênuo que teve a coragem e a insensatez de tentar até o próprio Senhor Jesus Cristo. Imagine então se ele não tentará a nós que somos falhos e frágeis seres humanos sujeitos aos desejos da carne e inclinados ao pecado; E para tentar o Messias ele lhe ofereceu todos os reinos do mundo em troca de sua adoração. Mas Jesus não perderia todo o resplendor de sua glória em troca das coisas passageiras desse mundo e, além do mais, Ele é dono de tudo, assim como nós que, sendo filhos de Deus, somos também herdeiros do Reino Celestial que vale infinitamente mais do que todas as riquezas dessa terra; Atos 8:14-24 relata que um mago chamado Simão, interessado em obter vantagens com os dons do Espírito Santo, ofereceu dinheiro aos apóstolos. Eles, porém, não aceitando a proposta da barganha, repreenderam-no severamente mostrando a ele que aquele dinheiro somente lhe serviria para a perdição por ele achar que poderia comprar os dons espirituais, e o exortaram ao arrependimento; Infelizmente, nos dias atuais, muitos “ministros do Evangelho” têm agido de forma totalmente contrária a que foi ensinada pelos apóstolos, pois eles oferecem de tudo em troca de dinheiro através de seus “sacrifícios de fé”. O próprio Jesus não nos comprou com dinheiro, mas sim com o sacrifício de seu próprio corpo. E, da mesma forma, o único sacrifício que Ele requer de nós é nossa entrega total a Ele, o que consiste exatamente na renúncia e na não-conformação em relação às coisas corruptíveis desse mundo. Rm 12:1,2 - Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 - E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. A Bíblia nos ensina a colocar a busca pelo Reino de Deus sempre em primeiro lugar em nossa vida, mas a doutrina da prosperidade ensina exatamente o contrário: eles transformam o cristão em um negociante que é incentivado a entregar aquilo que tem em troca de mais bens materiais. 3. As Escrituras condenam a barganha A simplicidade do Evangelho de Cristo não nos ensina que somos abençoados quando oferecemos determinadas quantias em dinheiro, porque, de acordo com o que está escrito em Romanos 3:24, fomos justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus; As “doutrinas do sacrifício” não têm validade para a igreja atual, porque elas desmerecem o sacrifício que já foi feito por Jesus na cruz; Realmente, contribuir com a obra do Senhor é bíblico e a igreja necessita, porém todas as contribuições devem ser feitas voluntariamente, com amor, alegria, sem constrangimento e com valores de acordo ao que está proposto no coração do ofertante; Amar é agir benignamente sem esperar nada em troca, sabendo que a sua maior recompensa é ver a satisfação daquele que recebe sua demonstração de amor: essa é uma das características de um autêntico servo do Senhor; Jesus condenou veementemente o apego às coisas materiais. Mt 19:21-23 – Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. 20 - E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. 21 - Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. A religião escraviza o Evangelho liberta; a religião cega, o Evangelho tira as escamas dos olhos; a religião domina a mente, o Evangelho traz sabedoria; a religião oprime, o Evangelho dá liberdade. A quem você segue? Aos líderes religiosos ou a Jesus Cristo? II - Pressupostos da “Teologia da Barganha” 1. A falsa doutrina do direito legal. Uma das crenças da teologia da prosperidade é a doutrina do “direito legal do crente”; o qual consiste em acreditar que quando Jesus morreu na cruz conquistou muitos direitos para os seus seguidores, os quais devem reivindicá-los chamando-os à existência para que se realizem; Na maioria das pregações dessa linha de pensamento não se considera a necessidade do pecador buscar uma transformação em sua vida, mas apenas se destaca a importância de que ele ofereça algo para ser retribuído por Deus; III - O perigo de barganhar com Deus 1. O perigo de se ter um Deus imanente, mas não transcendente Imanente é um ser que se identifica com outro ser e se relaciona com ele, ou seja: Deus é imanente porque nos fez à sua imagem e semelhança e se relaciona conosco; Transcendente é aquele que excede os limites normais. Ele é superior e sublime, ou seja: Deus é transcendente porque é infinitamente superior a nós; Considerar Deus como imanente e não como transcendente é valorizar o fato de Ele se relacionar com você, mas não reconhecer ou não respeitar o fato de Ele ser superior e ter o poder e o direito de dominar a sua vida conforme a vontade d`Ele; É muito confortável pregar que Deus é amor, mas também temos a obrigação de ensinar que Ele é justiça Hb 10:30,31 – Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. 31 - Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Seguir a Jesus da maneira que o próprio Jesus ensinou está totalmente fora dos planos dos que pregam a barganha financeira como sacrifício espiritual. 2. O perigo de se transformar o sujeito em objeto. Os ministros da prosperidade invertem os valores colocando o material como seu foco principal; Muitos cantores e pregadores são considerados como grandes artistas Gospel, e os termos mensageiros e adoradores são tendenciosos jargões que somente servem para abrilhantar seus currículos de apresentação nos cartazes e nos shows; O mercado religioso tem sido um grande negócio para aqueles que quando pregam ou cantam, não podem terminar sua mensagem sem passar o número de sua conta bancária ou oferecer seus produtos; Esse falso evangelho que está sendo literalmente vendido por aí não satisfaz as necessidades, apenas prioriza as vontades; Cultuar é adorar ao Senhor, mas muitos “cultos” estão sendo direcionados às criaturas e não ao Criador; É claro que não se pode desmerecer aqueles que realmente têm um chamado divino e verdadeiramente precisam de ajuda em seus ministérios, porém esses são uma pequena minoria. E, além do mais, quando Deus chama, Ele supre e certamente não tem prazer em ver seus filhos agindo, muitas vezes, como mendigos ou como estelionatários em nome do sustento do seu chamado, causando dúvidas e escândalos entre o povo de Deus diante dos incrédulos; Muitos seguiam a Jesus porque queriam algo dEle ou porque não acreditavam mas esperavam ver algum sinal. A maioria dizia que o amava sendo que poucos o amavam de verdade. Responda para si mesmo com toda sinceridade: o que te faz seguir a Jesus Cristo? [Jo 21:15-17 - E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta. 14 - os meus cordeiros. 16 - Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, ama-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. 17 - Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, ama-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. De que forma você tem tentado agradar ao Senhor e Salvador da tua alma? O teu relacionamento com Ele é um amor sincero ou apenas uma busca pela satisfação de interesses? 3. O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos. A barganha faz o homem se relacionar com Deus de forma técnica, cheia de regras e “fórmulas mágicas”, as quais aparentam proporcionar um meio rápido e fácil para se obter os resultados de seu interesse; Carregar uma Bíblia em baixo do braço e permanecer horas em oração é prática fora de moda para os muitos adeptos de algumas novas tendências evangélicas que estão surgindo; Muita gente tem se apoiado em seus líderes, os quais fazem grandes sacrifícios espirituais, e não têm nenhum temor em divulgar isso publicamente, em troca dos sacrifícios financeiros de seus seguidores; Ultimamente temos visto coisas muito assustadoras entre aqueles que se dizem cristãos, mas o que se pode esperar de quem ensina que o homem tem o direito de encostar Deus na parede? De nada somos merecedores, o que temos é pela misericórdia e pela graça divina, mas muitos seres humanos têm agido como se Jeová tivesse uma grande dívida para com eles; Quem tem um verdadeiro e sincero relacionamento com o Senhor vive fielmente para Ele em qualquer circunstância. Rm 14:8 - Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Reverência, obediência, amor, sinceridade, retidão, santidade e testemunho são as coisas que o Senhor realmente espera receber de nós; e tudo isso deve ser entregue com o simples interesse de adorá-lo, pois nas demais coisas, Ele está cuidando de nós • Barganhar com Deus é uma grande tentação, principalmente quando estamos passando por alguma dificuldade, só que não podemos nos esquecer de uma coisa: nada temos cujo valor seja o suficiente para propor algum tipo de negócio ao Dono do ouro e da prata, Criador e Dominador do universo e Senhor e Salvador de nossa alma; • O homem mais parece uma criança mimada e teimosa quando tenta exigir algo de Deus. E Ele, por ter um grande amor, como um verdadeiro Pai, não o destrói, apenas lhe dá umas palmadas; • A autenticidade e a atualidade das manifestações de milagres e das provisões divinas são inquestionáveis. O que não se pode aceitar é o homem chegar diante do trono do Grande Rei sem nenhuma reverência ou humildade, exigindo bênçãos como se fosse um credor cobrando o devedor; • Barganhar com Deus é tentar negociar o inegociável. Mc 8:37 - Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? O mágico Simão acreditava que poderia comprar os dons espirituais para com eles incrementar seus shows e ganhar mais dinheiro; da mesma forma, hoje, muitos "mágicos espirituais" estão tentando negociar com Deus para satisfazer seus propósitos capitalistas. Deus nos concede as suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento com cada um de seus filhos. FONTE:http://www.webservos.com.br/gospel/estudos/estudos_show.asp?id=8747

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Pastores questionam silêncio de Silas Malafaia sobre personagem evangélica seminua na TV Globo: “Um exemplo a não ser seguido”. Leia na íntegra

No último sábado, tivemos mais um capítulo da série “Silas Malafaia em busca do poder terreno”, uma série já dura há bastante tempo. Tive a oportunidade de ouvir, ao vivo, o sr. Silas pregando nos últimos vinte anos, e infelizmente esse cidadão passou por grandes transformações. Sua mudança ocorre de forma cronológica, pensada e articulada por seus assessores. Do bigode ao implante de topete, muito dinheiro e muito empreendedorismo de marketing foram necessários. No último sábado, sinceramente eu tinha uma esperança, pois o desafio de Malafaia era na Bíblia. Sendo assim, eu imaginava que ele, em temor a Deus e Sua Palavra, apresentasse algo verdadeiro. Porém, estou decepcionado, pois nada novo foi apresentado. O pior: tudo foi milimetricamente calculado por seus assessores. Seguindo sua própria orientação, vou desenvolver o texto segundo os temas propostos por ele: duvidar, criticar e determinar. a) Duvidar O ambiente do culto foi previamente calculado. Silas reúne em um espaço bastante conceituado no mundo dos espetáculos, pois ficaria mais fácil a exposição midiática. Cada imagem, cada foco descreve isso. O povo não percebeu, mas todos estavam ali fazendo parte de um espetáculo com objetivos já calculados. A multidão, o local são a imagem perfeita para Silas demonstrar seu poder diante de partidos políticos e seus candidatos, dizendo a todos eles: estão vendo? Eu tenho moeda de troca para barganhar com vocês. Dos milhares que ali estavam, cada um representa votos a serem explorados. Nisso, o sr. Malafaia se tornou um exímio profissional, pois sua carreira pastoral não seria a mesma sem seus vínculos políticos. Ele sabe as consequências e os lucros de um apadrinhamento político. Isso é facilmente percebível ao vermos que o antigo pastor bigodudo, que dirigia uma velha perua kombi no início do seu ministério, hoje desfila pelas avenidas do Rio com sua Mercedez blindada, doada por um parceiro. A prova disso é que nessa última semana foi divulgado nos meios de comunicação uma proposta do Governo Dilma que visa proibir o aluguel de horários na TV aberta, e os primeiros a se manifestarem contra essa medida foram os líderes evangélicos, por se sentirem prejudicados. O interessante dessa notícia é que parece óbvio que líderes evangélicos realmente vêm se utilizando dos espaços de mídia para auto-promoção e para a barganha do povo, por votos, diante de partidos e políticos. Isso é notório pelo número de políticos, futuros candidatos e interessados ou representantes dos meios políticos nos púlpitos dos principais cultos e eventos promovidos por ministérios evangélicos. Ou seja: o meio evangélico já provou que pode agrupar multidões e esse é um terreno fértil para o assédio político. Talvez seja esse o verdadeiro meio que muitos líderes evangélicos descobriram para justificar a sua “prosperidade” ou seu “meio de fé”. Para líderes como Silas e outros mais, “Deus” e “Jesus” são meros produtos a serem negociados dentro do seu enorme panteão de mercadorias, que estão disponíveis para todo aquele que esteja pronto a pagar. Há uma perda considerável da definição do que é Sagrado e Profano. “Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles”. Ezequiel 22:26 Segundo ponto a analisar: que o sr. Malafaia não abandona a sua postura de arrogância, prepotência, soberba narcisista. Fica evidente, pelo desdém e pela ironia ao citar aqueles que o criticam, o uso de termos como trouxas, idiotas, babacas, panacas, manés, bandidos, e outros mais que só os bastidores podem revelar. Segundo pessoas que o acompanham nisso, dizem ser comum palavras de baixo calão na boca desse homem. Esse desrespeito o deixa cego, pois hoje no Brasil calcula-se que o número de blogs pode ultrapassar os cem mil, e muitos dos que têm blogs também têm uma formação. São teólogos, filósofos, sociólogos, antropólogos, e seus blogs são uma forma de estender a todos suas fontes de conhecimento. Muitos blogs nascem no período da graduação ou pós-graduação, ou até no mestrado ou doutorado. É preciso saber que as extravagâncias e o modo de ser nada peculiar do sr. Silas é objeto de pesquisas em muitas universidades, em cursos de mestrado e doutorado, pois sua forma espetaculosa de culto já há muito tempo é percebida nos meios acadêmicos. Então, chamar blogueiros na TV de idiotas, analfabetos e demais adjetivos pejorativos não responde com a verdade. Essa é a forma que o sr. Silas se utiliza para se corresponder com aquilo que ele acha que é inferior e desprezível ao seu modo de ser. Ainda há a ira com que Malafaia fala dessas pessoas. Tanto sua postura como seu linguajar estão totalmente contrários ao modo de ser de um verdadeiro homem de Deus, pois a Bíblia nos revela que seremos conhecidos pelos frutos, e frutos do Espírito Santo, e ainda destaca esses frutos: Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. – Gálatas 5.22 Com certeza, quem já teve a oportunidade de assistir aos programas do Silas Malafaia, percebe que ele se esqueceu desse versículo. Agora, o ponto central no desafio é a pregação. Silas, de forma que eu também acredito pensada e articulada, apresenta suas idéias em versículos fracionados, ou versículos isolados. Isso é típico de quem tem a arte de manipular através das palavras. O sr. Silas descreve, através de suas pregações, que com certeza não tem conhecimento bíblico necessário para expor, através de uma pregação ou um sermão, as bases do discurso fundamentadas em técnicas básicas da exegese e da hermenêutica, palavras essas que já até ouvi ele citar, porém quem ouve sua pregação vê que é impossível acreditar que ele saiba praticar uma boa exegese e uma boa hermenêutica. Eu perguntaria: o sr. Silas apresentaria suas idéias, suas bases sobre a Teologia da Prosperidade diante de uma banca acadêmica, formada por biblistas renomados, já que defende suas idéias com tamanho afã? Acredito que não. Silas descreve, através de sua pregação, que nivela seus ouvintes por baixo, com chavões místicos, muita oratória baseada em histórias pessoais e, quando apresenta alguma coisa diferente, demonstra estar plagiando algum texto ou sermão que nunca fornece a referência. Isso é facilmente percebível, pois falta em seus sermões referenciais teológicos, históricos, antropológicos, filosóficos. Ou seja, é difícil classificar o sr. Silas como teólogo, ou perceber que suas idéias partem de uma teologia sistemática, aprofundada pelo pensamento e pelo mergulho num mundo de idéias. Com certeza, sua justificativa é a de muitos pregadores do meio pentecostal e neopentecostal: eu prego pelo Espírito. Porém, o mesmo apóstolo que ele usou no sábado para apoiar suas idéias, nos diz: “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.’ – 1 Coríntios 14:15 Sabemos que todo ser humano tem seu conhecimento. Paulo Freire destaca em sua obra a sabedoria popular como um dos grandes referenciais para o crescimento dos seres humanos. O que acontece é que o contexto pentecostal é direcionado com projetos onde suas lideranças vivem num mundo cercado por uma forte concorrência pessoal e ministerial. Exemplo disso: é só acompanhar nos sábados pelo manhã aos embates que ocorrem por uma mesmo denominação, em um mesmo período de horário. Fico a pensar: o que um leigo pensa depois de ficar um sábado, das 8 às 12 horas, vendo a programação da Rede TV? Será que ela seria capaz de definir o que a Assembléia de Deus e quem são os seus líderes? Isso só é possível depois de meses ou anos mergulhado nessas igrejas, que devido à ganância de seus líderes, se perdem diante daquilo que eles pregam e diante de toda a sua história. Muitos desses líderes provaram dos prazeres do mundo, e se perderam em suas essências, não sabendo mais o caminho de volta, ou muitos não querem voltar ao velho discurso de abençoar pobres e viúvas. A teologia da prosperidade dá frutos “muito melhores”, pois na medida em que o povo é abençoado, seus líderes também são. Silas e muitos outros líderes, sem perceber, têm saído de uma teologia sistemática consistente e fundamentada para criar, cada um, as suas teodisséias. Ou seja, eles partem do princípio bíblico, porém vão aos poucos manipulando esses princípios, até que o povo não se aperceba que estão praticando e servindo a conceitos adulterados. Por isso, Silas se utiliza, em suas pregações, da palavra “verdade”. No decorrer do seu ministério, destacou-se por sempre buscar a verdade. Porém, quando é interpelado por suas próprias palavras, ele revela sua ira. É preciso saber que a igreja brasileira tem mudado. Hoje temos acesso a novas literaturas, melhor formação, e a internet possibilita contato com o mundo todo de forma rápida e segura. Hoje já temos aulas dos grandes centros de pesquisa traduzidas para o português e disponíveis para todos os que desejam o conhecimento. Temos, hoje, editoras traduzindo os livros e autores históricos do cristianismo. É preciso urgentemente que o sr. Silas fundamente a sua teologia, que descubra através de estudos sérios que a filosofia não é um besteirol, mas sim uma ciência que muito pode apoiar o teólogo, pois querer ser um deus numa terra de cegos é algo que será bastante trabalhoso, pois os blogueiros estão atentos. b) Criticar Bem, aqui exerço o que é peculiar na minha formação, pois sou teólogo formado em uma instituição teológica conceituada e reconhecida. Possuo pós-graduações e sou um assíduo participante de congressos e seminários, sem contar que sou um leitor apaixonado pelo conhecimento. Tudo isso para dizer que os termos pejorativos podem até se encaixar a mim, mas me esforço para ser um teólogo que caminha nos passos da vida, pois um teólogo que não se empenha na arte da crítica não entendeu os porquês da sua formação. O texto apresentado pelo sr. Silas se fundamenta em 2 Co 9. Ele apresenta o texto totalmente fracionado, ou seja, não faz uma exegese do texto. É preciso dizer que citar um texto do Apóstolo Paulo e não fundamentá-lo com a vida do apóstolo é algo terrível para todo biblista. É preciso dizer que o Apóstolo Paulo reflete para nós os passos a ser percorridos de homem pecador a homem transformado e nascido de novo pela ação do poder de Deus. Então, usar textos referidos ao Apóstolo Paulo sem falar de seu caráter é uma perda de tempo. Paulo é exemplo a ser seguido por teólogos, missionários, pastores, enfim, por homens e mulheres que desejam “VIVER” de forma plena o ministério de Cristo, pois sua mensagem se relaciona com sua vida, pois nele estava o Espírito de liberdade e a teologia da cruz. A carta aos Coríntios tem sido usada por muitas igrejas para criar teologias não existentes, como por exemplo as doutrinas de usos e costumes, que durante décadas subjugaram as mulheres no seio da igreja. De repente, do nada essas doutrinas desaparecem, e muitos são os pregadores e líderes que até hoje não explicaram ao povo anos e anos de uma doutrina não pertencente à teologia de Paulo. O sr. Silas apresenta um texto sem antes buscar definições e pressupostos. Isso só seria possível se ele fosse um exímio conhecedor dos textos originais. Ou seja, conhecedor do grego e do hebraico, e das demais línguas antigas. Fazer exegese é um trabalho fascinante, pois é uma forma de interpretar a Bíblia. O grande problema é que muitos pastores de formação pentecostal não se aplicam ao estudo real da Palavra de Deus. Hoje é possível ter um ”diploma” ou “certificado” teológico de forma tão superficial, que você se matricula, recebe as lições e o diploma, tudo na mesma hora. E muitos são aqueles que acreditam que isso é estudar teologia. Os efeitos colaterais desses cursos, seminários, institutos e demais formas de dizer que se estuda a Bíblia são as heresias que se multiplicam dia após dia. O sr. Silas tenta de alguma forma se apresentar como conhecedor da Bíblia, porém ele se aplica dentro do seu contexto, e sabe para quem está falando. Divide o sermão com o intuito de aplicar técnicas de oratória, vindas do seu curso de Psicologia. Ou seja, utiliza-se de pontos de pressão, com informação, palavras responsivas, fazendo com que o público viaje dentro do texto, tendo a impressão de que está totalmente aprofundado no mesmo. Porém, os pontos são batidos à exaustão, e muitos, sem saber, estão dentro de uma teodisséia muito bem pensada. Ele destaca, em seu texto, palavras como oferta, bênção, glória de Deus, Graça de Deus. Tudo isso como pressupostos para um ato de fé. Em momento algum, ele sai do capítulo referido, pois se partisse para outro capítulo, com certeza seria quebrado o “encantamento” a ser aplicado ao público que o ouvia, pois as cartas aos coríntios não têm como centro a oferta, e não somente a prosperidade. Para Paulo, a mensagem de Cristo é para os que sofrem, para os que buscam um sentido na vida. Para falar sobre as ofertas, era preciso também dizer do contexto cultural e social da vida em Corinto. Aí, com certeza, entenderia-se o porquê da perícope do capítulo 9 de 2 Coríntios. Esse é o grande mal de muitos pregadores: utilizar-se do texto bíblico sem conhecer o texto de forma aprofundada. Eu não acredito que o Espírito Santo tenha a capacidade de revelar a um pregador um texto de forma errônea, ou ensinar um texto de forma errada, sabendo que Ele mesmo capacitou a outros para saber aquele texto de forma mais aprofundada. Temos hoje, no Brasil, teólogos, biblistas que não precisam se utilizar de “americanos” para trazer ensino e conhecimento de qualidade para o seio da igreja brasileira. É preciso dizer que na América há muitas teologias boas. Não sei o porquê o seio pentecostal parece trazer sempre conceitos duvidosos e pouco proveitosos. Criticar esse texto do sr. Silas fica até fácil, pois o texto apresentado é sua base para justificar sua teologia da prosperidade. Ainda bem que ele mesmo diz, em sua pregação: “eu não sei tudo da Bíblia”. Teologia da prosperidade não se encaixa com nossa realidade cultural e social. Isso revela o porquê de tantos anos necessários para justificar essa teologia. Somos um continente onde predomina a exploração dos mais fracos. Onde analfabetismo, fome, sede, doenças, falta de saneamento básico, falta de moradia, violência são utilizados como forma de sustento político-social. Onde até mesmo as soluções para todos esses problemas têm o mesmo intuito. Então uma teologia para essa realidade tem que nascer nesse meio, ou seja, tem que ser o reflexo da realidade e da cultura desse povo. Não adianta ir aos EUA e se deslumbrar com os grandes templos, com a prosperidade de muitas denominações, e colocar tudo isso na mala, e desembarcar no Brasil se sentindo o “inventor da roda”. Essa teologia pode até funcionar nos grandes centros urbanos, porém no interior e nos Estados longínquos, isso não fará efeito algum. A prova disso é que a fome, a miséria e a morte ainda fazem parte de muitos lugares no Brasil. Teologia da prosperidade precisa ser revista, precisa ser aprimorada por pessoas responsáveis, que tratem a Palavra de Deus com seu verdadeiro sentido. Não basta jogar ao vento, imaginando que ela trará o seu resultado. c) Determinar Sei que, se o sr. Silas ou algum dos seus auxiliares, chegou até aqui nesse artigo, com certeza já levei vários nomes pejorativos, que fazem parte do vocabulário dessa gente. Porém, quero aqui fazer lembrança de que muito do que o sr. Silas sonha e almeja ministerialmente, já foi alcançado por um pastor americano da sua própria denominação. Um homem que conseguiu aos sábados pela manhã unificar os quatro continentes em torno do seu programa televisivo. Algo incrível, em se tratando de quase três décadas atrás. Isso nos faz pensar no que será possível hoje, com todos os avanços tecnológicos disponíveis. Então, o caminho almejado pelo sr. Malafaia já tem um referencial, e eu acredito que, se utilizando dos conchavos políticos, da sua teodisséia, ele irá alcançar e até ultrapassar muitos pastores pelo mundo. Porém, é preciso lembrar também que este pastor americano referido caiu, da mesma forma que subiu, em um escândalo mundial. Acredito que o sr. Silas terá um programa de auditório na TV, terá um programa interligado mundialmente, porém é preciso lembrar que a soberba, a vaidade, a ganância precedem a queda. O sr. deveria estudar a biografia de grandes líderes mundiais, e com certeza verá uma relação entre todos: não subestime nem despreze as pessoas. Talvez o sr. esteja me chamando de “profetinha de meia-tigela”, ou outros nomes. Porém, quero deixar aqui, para terminar, um versículo do Apóstolo Paulo, que você não referiu na sua pregação, mas que pode ser lido ao todo: “Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus”. 1 Coríntios 1:26-29 Certa vez ouvi um provérbio que mudou minha vida, e gostaria de terminar esse artigo com esse provérbio: “É muito fácil perceber quando alguém fala movido pelo Espírito Santo de Deus: pois com poucas palavras nos toca o coração”. Precisamos de homens e mulheres capacitados de poucas palavras e que de forma pura e simples nos toque o coração, ao ponto de transformar nosso modo de ser. Que Deus abençoe a todos. Paulo Siqueira

sexta-feira, 8 de junho de 2012

AS HERESIAS DO CRISTIANISMO JUDAIZANTE

Uma das mais novas crenças dos denominados evangélicos é o cristianismo judaizante. Na verdade, este movimento religioso e herético é a nova febre da atualidade. Isto porque, alguns dos evangélicos têm introduzido praticas vetero-testamentárias nos cultos e liturgias de suas igrejas. Na verdade, tais pessoas têm declarado que o resgate dos valores judaicos é uma revelação de Deus a igreja contemporânea, cujo slogan é “Sair de Roma e voltar para Jerusalém” Estes modernos fariseus têm disseminado praticas como: Tocar de costas para a congregação, por considerar os ministros de musica “levitas de Deus”. Usar o Shofar, para liberar unção ou invocar a presença divina. Guardar o sábado fezendo dele o dia do Senhor. Observar TODAS as festas Judaicas. Usar o Kipá e o Talit, que são as vestimentas que os judeus praticantes usam para ir a sinagoga. Usar excessivamente símbolos judaicos tais como, a bandeira de Israel, o Menorah ou a Estrela de Davi dentre tantos outros mais. Construir protótipos da Arca da Aliança a fim de simbolizar entre os cristãos a presença de Deus. Mudar os nomes e as nomenclauras bíblicas judaizando tudo, a ponto de chamar Paulo de Rabino. Caro leitor, não existem pressupostos bíblicos para que a igreja de Cristo, queira “recosturar” o véu do templo. Entretanto, alguns dos crentes atuais teimam em transformar em realidade aquilo que deveria ser uma simples sombra. Foi o Apostolo Paulo quem afirmou: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo", Colossences 2.16-17. As leis cerimoniais judaicas, os ritos sacrificiais, as festas anuais, foram abolidas definitivamente por Cristo na cruz do calvário(o significado de cada uma delas se cumpriu em nosso Senhor). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados das leis cerimoniais judaicas. É por esta razão que crentes em Jesus, não fazem sacrifícios de animais, não guardam o sábado, não celebram as festas judaicas, não se prostram diante a Arca da Aliança e nem tampouco fazem uso do shofar. Nossa mensagem, vida e testemunho deve ser Cristo, o Evangelho pregado deve ser o evangelho de Cristo, nossa mensagem central deve ser para a gloria e o engrandecimento do nome de Cristo. Soli Deo gloria! Fonte:http://renatovargens.blogspot.com.br/2010/08/as-heresias-do-cristianismo-judaizante.html