quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Semeando Honra?

Gostaria de fazer alguns comentários sobre uma doutrina apócrifa que vem ganhando bastante força no meio cristão ultimamente, especialmente na região norte do país, região onde me encontro. Trata-se dos princípios (ou leis) da semeadura e da honra. Em respeito, não aos falsificadores do Evangelho, mas aos seus discípulos cegos, tentarei ser o mais impessoal possível em minha curta abordagem sobre o tema. Ambos os princípios caminham juntos e possuem várias ramificações, porém dão destaque especial a questões de ordem financeira, geralmente (mas não somente) interligados ao que chamam de “primícias”. Meus comentários serão direcionados a estes pontos. Resumidamente, afirmam que: Através da semeadura você se conecta com o futuro; O Senhor criou esse princípio para estabelecer a fidelidade e a fé; Criou a oferta para estabelecer o princípio da honra. E estabeleceu a primícia como princípio de santidade. Segundo afirma um de seus maiores defensores, os dízimos e ofertas são dados a Deus, para obtenção de prosperidade, mas as primícias são dadas ao líder espiritual (sacerdote) para estabelecer o princípio da honra. Através das primícias o discípulo honra o seu líder e ganha o respeito de Deus, uma vez que estão deixando o “sacerdote” liberado para cuidar das coisas de Deus, sem se preocupar com coisas “elementares”, como seu sustento e o de sua família. O resultado disso? Enriquecimento dos líderes e uma busca desenfreada de se tornar líder também e ter o direito de ser honrado com “primícias”. Uma das bases para essa doutrina encontra-se em Ezequiel 44:30: “E as primícias de todos os primeiros frutos de tudo, e toda a oblação de tudo, de todas as vossas oblações, serão dos sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote, para que faça repousar a bênção sobre a tua casa.” Bem, considerando o caráter antitípico (Hb 10:1) do Antigo Testamento, onde os sacerdotes eram figuras de Cristo, temos hoje um único sacerdote no sentido original do termo, que é Jesus (Hb 5:6; Hb 7; Hb 8). Desta forma, se há alguém ainda digno de receber as primícias do homem, este se chama Jesus. Entretanto a aliança definitiva que Deus fez com o homem está baseada em promessas superiores (Hb 8:6), assim como devemos entregar-lhes coisas superiores, e não apenas algum percentual de renda, mas a vida inteira (Mt 19:21; Lc 14:26: Hb 9:14). Por isso Paulo afirma: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1 Pd 2:9) Tudo em nós pertence a Ele, pois somos sua propriedade exclusiva. Ora, em última instância, segundo o mesmo texto de 1 Pedro 2:9, hoje somos todos sacerdotes e, sem tentar apelar para falácias, não há qualquer menção bíblica que indique haver entrega de primícias de um sacerdote a outro. A verdade é que Jesus modificou as relações humanas referente à vida religiosa nos moldes do antigo testamento quando afirmou: “Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos. E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo. Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo. Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado”. (Mt 23:8-12) E continua: “Jesus, pois, chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”. (Mt 20:26-28) E ainda: “Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem! porque assim faziam os seus pais aos falsos profetas”. (Lc 6:26) Desta forma, somos todos sacerdotes e irmãos, nosso Mestre, nosso Guia e nosso Senhor é um só, Jesus Cristo, somente Ele é digno de ser honrado, não apenas com primícias, mas com tudo o que temos e somos eternamente. Estas doutrinas são totalmente alheias ao Evangelho de Cristo, são aberrações que possuem o claro objetivo de sacralizar a prosperidade e justificar o enriquecimento às custas do serviço cristão, como se “viver do Evangelho” significasse ganhar dinheiro por meio dele. Quando o Novo testamento fala da prosperidade financeira num sentido proveitoso ele lhe atribui a seguinte perspectiva: “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade”. (Ef 4:28) Ou seja, a prosperidade financeira deve servir na vida cristã para que possamos socorrer o necessitado e ela vem mediante o trabalho. É trabalhando que Deus nos abençoa com prosperidade. A única coisa que conseguimos entregando primícias para nossos líderes é enriquecê-los, e com isso perpetuamos algo condenado por Cristo, que é a cobiça. “Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (1Tm 6:10) Ver também Lucas 12:15. Espero sinceramente que este curto artigo sirva para nos fazer refletir um pouco sobre o tipo de vida cristã que estamos vivendo e se ela está de fato em concordância com o que a Palavra de Deus nos ensina e adverte. E que o amor de Deus nos leve a buscar conhecimento doutrinário exclusivamente em Sua Palavra e que assim aprendamos que espiritual mesmo é amar… FONTE:http://www.nadacontraaverdade.com.br/2011/09/semeando-honra/

sábado, 3 de novembro de 2012

Para que Cristo afinal?

- Bem, não sei se foi sonho, visão, ou se foi fruto de minha imaginação. Mas que eu vi, vi. Vi um membro da igreja “O Céu Aqui e Agora” com uma Bíblia em suas mãos. Notei que o Livro Sagrado que ele carregava, tinha volume muito reduzido. Chegando mais para perto dele, pude observar que a sua Bíblia não continha o Novo Testamento. Fiquei muito curioso, e resolvi abordar o portador do referido livro: ─ Moço! Sua bíblia está faltando a parte principal. A parte que fala da história de Cristo. Fiquei pasmo e estático com o sermão que ele me pregou como resposta, o qual, passo a relatar aqui na íntegra: ● Se em minha igreja, através de sacrifícios, eu me relaciono diretamente com Deus ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho o “Manto Sagrado da Prosperidade” para tocar, e tal qual uma vara de condão, adquirir tudo de “bom” que existe na terra, além de transformar o meu saldo bancário de devedor em credor ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho comigo o exército dos “Trezentos e dezoito”, que pelejam por mim ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a “Escada do Sucesso” para escalar e alcançar os píncaros da prosperidade financeira ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho o “cajado de Moisés” para me fazer atravessar os “mares vermelhos” da vida ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a “água do Rio Jordão” para curar sarnas, lepras, psoríases e outras dermatoses de origem demoníaca ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho o “Óleo do Jardim das Oliveiras” para curar as minhas cefaléias e depressões ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a “Rosa Ungida” para me trazer a paz de espírito ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a água do “Mar da Galiléia” para usar como colírio, a fim de tirar a concupiscência dos olhos ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho semanalmente a “Sessão do Descarrego”, que me limpa de todo o pecado ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho, com uma simples contribuição monetária - o direito de participar da “Fogueira Santa de Israel” e receber instantaneamente tudo que almejar ─, para que Cristo afinal? ● Se eu tenho a qualquer hora, quem tire os meus “encostos” que atrapalham a minha vida familiar ─, para que Cristo afinal? => Depois de expor o seu rosário de práticas, evidenciando a desnecessidade de recorrer a Cristo, o moço desapareceu subitamente de minha visão. Fiquei então a matutar com os meus botões. => Foi a partir desse encontro emblemático, que eu pude entender a razão pela qual, na visão daquele jovem, tudo tinha que ser pago: “é que ele realmente não conhecia ainda as ‘Boas Novas’ do Evangelho, onde tudo é de graça, por graça e pela graça”. Levi Bronzeado Fonte: Ensaios e Prosas Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Interessante como tem gente achando bonita a atitude de um pregador que cheirou a Bíblia como se fosse cocaína. O autor dessa façanha está sendo considerado uma grande celebridade gospel, alguém que tem a coragem de quebrar paradigmas! Que maravilha! Creio que o próximo "ato exemplar" do tal pregador (pregador?) será o de cortar uma Bíblia em várias partes e "fumar" cada pedacinho em um cachimbo, como se fossem pedras de crack. Meu Deus, o teu povo perece por falta de conhecimento! Alguém argumentará: "Isso é ótimo, pois atrai a juventude perdida, afundada nas drogas". Pois é... Esse é o problema. Apresentamos um "evangelho pop", um "evangelho louco", um "evangelho extravagante", à juventude do mundo. E formaremos "cristãos pop", "evangélicos loucos", "adoradores extravagantes". Devemos, então, agir como os religiosos dos tempos em que o Mestre andou na terra? Em razão de eles apresentarem uma mensagem falsa, porém atraente, tornavam os perdidos duplamente réus do Inferno. Ora, temos de pregar a verdade como ela é e apresentar Jesus como Ele é. O Senhor, que não obriga ninguém a segui-lo, afirmou: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9.23). A porta para a salvação em Cristo é estreita, e o seu caminho não é largo (Mt 7.13,14). Jesus ofereceu facilidades ao jovem rico que queria segui-lo? Não. Disse a ele que deveria guardar os mandamentos e deixar tudo o que tinha. Eu até entendo que haja a necessidade de fazer alguma contextualização na pregação do Evangelho, a fim de alcançarmos jovens e adolescentes. Mas tudo tem limite. Cheirar a Bíblia, como se fosse droga, é uma profanação, uma sandice, um despropósito, uma agressão ao Evangelho. Até o apresentador Datena achou aberrante a foto em apreço e disse, em seu programa de TV: "[Cheirar a Bíblia, como se fosse cocaína] é uma profanação da Palavra de Deus. Se o cara faz isso com o Alcorão, degolam o cara". Mas cheirar a Bíblia, como se fosse cocaína, é mais do que profanação. É uma atitude blasfema. E, para quem conhece um pouco de propaganda subliminar multimídia, a imagem acima é dúbia e também faz apologia ao uso de drogas, de modo subjetivo. Ela sugere, subliminarmente, que ler a Bíblia é tão bom quanto cheirar cocaína. Diante do exposto, pregar um evangelho-show, contextualizado ao extremo, com "visual descolado", cheirando Bíblia como se fosse cocaína, é fácil. Mas Deus procura pregadores que têm coragem de pregar o Evangelho puro e simples, o qual confronta o pecado e incomoda o pecador. Extraido do blog Ciro Sanches Zibordi

ESTRAGOU-SE OS FRUTOS.

É fato notório que o evangelho dentro das igrejas passou por uma metamorfose visível nos últimos anos, principalmente com a chegada da teologia da prosperidade, importada da America. O poder de transformação pela palavra, vem perdendo força a cada ano que se passa. Quem são os responsáveis por isso ? É importante salientarmos, que os valores que norteavam uma fé genuína, foram trocados por "algo mais interessante". Por exemplo, no evangelho de Joao 15:1-2 "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor". "Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele corta; e todo que dá fruto Ele limpa, para que produza mais frutos ainda". O problema todo começou, quando alguns espertalhões (mercadejantes da fé) deturbou os frutos( modificando-os, como um produto transgênico). O fruto que era espiritual, agora toma outra forma, material, e bem mais "atraente aos olhos humanos". As pessoas que chegavam as igreja com a necessidade de uma mudança de vida, agora vão para as igrejas com outra finalidade, a de conquista financeira. Por que os frutos agora anunciados, não são mais espirituais, mas sim material, e cá pra nós, a fascinação humana por ter, é maios do que por ser. Os testemunhos que exaltavam a Deus pela transformação do homem pela palavra, agora exalta o homem pelas conquistas, ainda que não tenha sido transformado. O cristão que outrora, era reconhecido pelo que era, agora é reconhecido pelo que possui, e os valores que norteavam uma fé genuína, como caráter, integridade e solidariedade, foram varridos descaradamente, para debaixo do tapete. Dessa forma nós encontramos nas igrejas, cristãos evangélicos que adquiriram um bom veículo, mas ele não consegue servir a ninguém com sua "benção", por que os frutos dele, são somente material. Está na hora da igreja voltar aos moldes antigos, a origem, quando o valor do cristão era medido pelo grau de transformação e não pelo grau de formação. A teologia que transforma pequenos homens, tem poder de deformar grandes homens. A proposta do evangelho é de transformação do homem em nova criatura, a conquista é somente uma consequência daquilo que somos. João Batista Extraido do blog Reflexões